Publicado por: . | 21 julho, 2019

No Campo do Verbo – psicografia de Chico Xavier

Publicado por: . | 17 julho, 2019

No escânda-lo da cruz – Emmanuel

NO ESCÂNDALO DA CRUZ

            Finda a crucificação, espraiou o Mestre o olhar pela turba inconsciente. As opiniões contraditórias do povo alcançavam-lhe os ouvidos. Ocultavam-se os beneficiários de seu amor. Era constrangido, agora, a permanecer entre o insulto dos acusadores e o escárnio da multidão.

            Angustiado, identificava a maioria dos semblantes.

            Ali, comprimiam-se pessoas da cidade que lhe conheciam a missão divina; mais além, acotovelavam-se romanos aos quais socorrera, generoso, ou romeiros de regiões diversas, que lhe deviam favores e benefícios. Quase todos haviam comparecido à festividade de sua entrada triunfal em Jerusalém, comentando-lhe o feito, na ressurreição de Lázaro, ou recordando-lhe entusiasticamente, a virtude, a cooperação, o ânimo e o serviço.

            Não haviam decorrido muitas horas e as mesmas bocas ridicularizavam-no, sem piedade.

            Por que não reagira, em recebendo a ordem de prisão?

            Não seria razoável a fuga dos discípulos diante de sua tolerância em frente aos sequazes dos sacerdotes?

            Não salvara a tantos? Por que não remediara a si mesmo?

            Ensinara a resistência ao crime e às tentações… por que se entregava, assim, como desordeiro vulgar?

            Não seria vergonha atender a missionário como aquele, incapaz de qualquer reação? Entretanto, um dia, indignara-se no templo, perante os mercadores infiéis…

            Que razões o moviam a não recorrer à justiça do mundo?

            Contrariamente, a toda expectativa, aceitara a prisão sem resistência!

            Deixou-se conduzir como criança pela pior companhia, submeteu-se aos açoites e bofetadas…

            Deixou-se vestir de uma túnica escandalosa, ele que era simples e sóbrio por excelência, nem reclamou contra os espinhos com que lhe coroaram a fronte…

            Aceitou a cruz como se a merecesse e, por fim, ó ridículo supremo!, não se revoltou quando o exibiram no madeiro, seminu, sob apupos e gargalhadas…

            Jesus ouvia as opiniões que se entrechocavam, guardando silêncio.

            Onde estaria o Evangelho, se reagisse? Para onde enviaria os seguidores de sua palavra se lhes abrisse no coração a sede de vingança?

            Que seria do Reino de Deus, se pretendesse um reino dominador na Terra? Onde colocaria a Justiça do Pai, se também duelasse com a justiça dos homens? Onde situava o auxilio divino, de que era portador, se não desculpasse a ignorância? Como demonstraria o amor de que se fizera pregoeiro, lançando chamas de cólera, exigindo reivindicações e castigando os escarnecedores, já de si mesmos tão infelizes? Deveria

acusar publicamente os organizadores do escândalo, dando-lhes pasto aos sentimentos perversos ou deveria tratá-los com o silêncio, para que tivessem de enxergar a si próprios?

            O Mestre espraiou o olhar pela multidão desvairada, lembrou-se dos amigos distantes e fixou os adversários presentes, meditou nas profundas perturbações da hora em curso, considerou as necessidades espirituais de cada homem, compreendeu o imperativo da Vontade de Deus e, já que era indispensável dizer alguma coisa, movendo os lábios na direção do futuro de sua doutrina, levantou os olhos da Terra para os Céus

e murmurou compassivo:

            – “Perdoai-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem…”

Emmanuel. F.C.Xavier. Coletânea do além. 1945

Publicado por: . | 16 julho, 2019

O Tempo

                                    O TEMPO
Todas as criaturas gozam o tempo – raras aproveitam-no.
Corre a oportunidade – espalhando bênçãos.
Arrasta-se o homem – estragando as dádivas recebidas. Cada dia é um país – de vinte e quatro províncias.
Cada hora é uma província – de sessenta unidades.
O homem, contudo, é o semeador – que não despertou ainda.
Distraído cultivador, pergunta: – que farei?
E o tempo silencioso responde, com ensejos benditos:
De servir – ganhando autoridade.
De obedecer – conquistando o mundo.
De lutar – escalando os céus.
O homem, todavia, – voluntariamente cego.
Roga sempre mais tempo – para zombar a vida,
Porque se obedece – revolta-se orgulhoso,
Se sofre – injuria e blasfema,
Se chamado a conta – lavra reclamações descabidas.
Cientistas – fogem da verdadeira ciência.
Filósofos – ausentam-se dos próprios ensinos.
Religiosos – negam a religião.
Administradores – retiram-se da responsabilidade.
Médicos – subtraem-se à medicina.
Literatos – furtam-se à divina verdade.
Estadistas – centralizam a dominação.
Servidores do povo – buscam interesses privados.
Lavradores – abandonam a terra.
Trabalhadores – escapam do serviço.
Gozadores temporários – entronizam ilusões.
Ao invés de suar no trabalho – apanham borboletas da fantasia
Desfrutam a existência – assassinando-a em si próprios.
Possuem os bens da Terra – acabando possuídos.
Reclamam liberdade – submetendo-se à escravidão.
Mas chega, um dia – porque há sempre um dia mais claro que os outros,
Em que a morte surge – reclamando trapos velhos…
O tempo recolhe, então, apressado – as oportunidades que pareciam sem fim…
E o homem reconhece – tardiamente preocupado,
Que a Eternidade infinita – pede contas do minuto…

André Luiz. F. Cândido Xavier. Coletânea do além.

Publicado por: . | 15 julho, 2019

Ridículo Silêncio – com a palavra Emmanuel

                                                                       RIDÍCULO SILÊNCIO

     Há muitas espécies de provação para a dignidade pessoal e numerosos gêneros de defesa.
     Há feridas que atingem a honorabilidade de família, golpes que vibram sobre a realização individual, calúnias que envolvem o nome, acusações gratuitas, comentários desairosos à reputação, análises mentirosas de situações respeitáveis e escândalos do ridículo.
     Na maioria das experiências dessa natureza, o ruído é justo e a retificação adequada.
     Nas contrariedades familiares, é fácil estabelecer programas novos e corrigir normas de conduta.
     Na perseguição ao trabalho honroso, basta recorrer aos frutos substanciosos e ricos da obra realizada.
     Na calúnia, socorre-se o homem reto do esclarecimento natural.
     Na acusações gratuitas, a verdade simples responde pelos acusados aos perseguidores cruéis.
     Nos falatórios da rua, a realidade modifica a opinião popular.
     No jogo das aparências, com que se procura envenenar as situações dignas, não é difícil demonstrar a nobreza dos fatos, focalizando outros prismas.
     Para isso, há um exército de servidores da justiça do mundo que, com rapidez ou lentidão, atende a reclamações e mobiliza providências compatíveis com os acontecimentos mais estranhos.
     Mas, autoridade alguma da Terra garante facilidades à defesa contra os escândalos do ridículo. Para suportar, dignamente, esse gênero de provação somente Jesus oferece o padrão necessário. A reação não serve, o protesto complica, transforma-se a reclamação em escândalo novo, converte-se o rumor em incêndio de conseqüências
imprevisíveis. A criatura bem intencionada, sob a perseguição do ridículo, não tem outro recurso senão recordar o Cristo, incompreendido pelas autoridades de seu tempo, ironizado pelos ignorantes e injuriados pela multidão, compreendendo que todo homem responderá pelos seus atos a Deus, no tribunal do foro íntimo, e que a mais alta defesa contra o sarcasmo do mundo é o silêncio da perfeita confiança no Divino Poder.

Emmanuel- F.Cândido Xavier. Coletânea do Além. 1945 Editora.FEESP.

Publicado por: . | 12 julho, 2019

SER MÉDIUM

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Emmanuel

Reunião pública de 17/6/60

Questão nº 223 – Parágrafo 10º

 

Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins.

Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica. Leia Mais…

Estudo sobre Cartas de Paulo – I Cor, 1:17 – realizado por Carlos A B Costa em 10/07/2019

Publicado por: . | 9 julho, 2019

VÊ COMO VIVES

 Vê como vivespai

 

 

Emmanuel

“E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha.” – Jesus. (Lucas, 19:13.)

 

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.

Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso. Leia Mais…

O TÓXICO DO INTELECTUALISMO


Nos tempos modernos, mentalidades existem que pugnam pelo desaparecimento das
noções religiosas do coração dos homens, saturadas do cientificismo do século e
trabalhadas por idéias excêntricas, sem perceberem as graves responsabilidades dos
seus labores intelectuais, porquanto hão de colher o fruto amargo das sementes que
plantaram nas almas jovens e indecisas. Pede-se uma educação sem Deus, o
aniquilamento da fé, o afastamento das esperanças numa outra vida, a morte da crença
nos poderes de uma providência estranha aos homens. Essa tarefa é inútil. Os que se
abalançam a sugerir semelhantes empresas podem ser dignos de respeito e admiração,
quando se destacam por seus méritos científicos, mas assemelham-se a alguém que
tivesse a fortuna de obter um oásis entre imensos desertos. Confortados e satisfeitos na
sua felicidade ocasional, não vêem as caravanas inumeráveis de infelizes, cheias de sede
e fome, transitando sobre as areias ardentes.
EXPERIÊNCIA QUE FRACASSARIA
O sentimento religioso é a base de todas as civilizações. Preconiza-se uma educação
pela inteligência, concedendo-se liberdade aos impulsos naturais do homem. A
experiência fracassaria. É ocioso acrescentar que me refiro aqui à moral religiosa, que
deverá inspirar a formação do caráter e do instituto da família e não ao sectarismo do
círculo estreito das Igrejas terrestres, que costumam envenenar, aí no mundo, o ambiente
das escolas públicas, onde deverá prevalecer sempre o mais largo critério de liberdade de
pensamento. Falo do lar e do mundo íntimo dos corações.
No dia em que a evolução dispensar o concurso religiosos para a solução dos grandes
problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na
religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência
então irmanadas.
A FALIBILIDADE HUMANA
Em cada século o progresso científico renova a sua concepção acerca dos mais
importantes problemas da vida.
Raramente os verdadeiros sábios são compreendidos por seus contemporâneos. Se as
contradições dos estudiosos são o sinal de que a Ciência evolve sempre, elas atestam,
igualmente, a fraqueza e inconsistência dos seus conhecimentos e a falibilidade humana.
O SUBLIME LEGADO
Diz-se que o pensamento religioso é uma ilusão. Tal afirmativa carece de fundamento.
Nenhuma teoria científica, nenhum sistema político, nenhum programa de reeducação
pode roubar do mundo a idéias de Deus e da imortalidade do ser, inatas no coração dos
homens. As ideologias novas também não conseguirão eliminá-la.
A religião viverá entre as criaturas, instruindo e consolando, como um sublime legado.
RELIGIÃO E RELIGIÕES
O que se faz preciso, em vossa época, é estabelecer a diferença entre religião e religiões.
A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador. As religiões são
organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo o
acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de
orvalho celeste, misturadas com os elementos da terra em que caíram. Muitas delas,
porém, estão desviadas do bom caminho pelo interesse criminoso e pela ambição
lamentável dos seus expositores; mas a verdade um dia brilhará para todos, sem
necessitar da cooperação de nenhum homem.

Livro: Emmanuel. F.C.Xavier

Publicado por: . | 4 julho, 2019

CONFRATERNIZEMO-NOS

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Emmanuel

Reunidos a serviço da Verdade e do Bem com o Cristo, não nos esqueçamos de que, se permanecemos à frente dos homens que necessitam do Espiritismo, colaboramos com o Espiritismo que não prescinde dos homens.

Efetivamente, é indispensável começar a jornada de elevação, acender a primeira luz e guardar a bênção do início. Entretanto, urge evitar a demora nas estações de trabalho incompleto. Leia Mais…

Publicado por: . | 3 julho, 2019

MENSAGEM AO SEMEADOR – Espírito Meimei

Semeador despertou aos clarões da aurora e começastes a semear…
A dura lavra exigia suor e, dia sobre dia, arroteaste o solo, calejando aos mãos, entre
o orvalho da manhã e a luz das estrelas.


Diante do sacrifício, os mais amados largaram-te a convivência, sequiosos de
reconforto…Mas quando te viste a sós, sem ninguém que te quisesse as palavras, a
natureza conversou contigo, em nome do Céu, e escutaste, surpreendido; as orações
da semente, no instante de morrer abandonada para ser fiel à vida; ouviste as
confidências das roseiras, escravizadas em gleba, cujas flores brilham nos salões, sem
que seja dado outro direito que não aquele de respirar, entre rudes espinhos;
recolheste a história do trigo que te contou, ainda nos cachos de ouro, como seria
triturado nos dentes agudos de implacáveis moinhos, a fim de servir na casa dos
homens; e velhas árvores lascadas e sofredoras te fizeram sentir que Deus lhes havia
ensinado, em silêncio, a proteger carinhosamente, as próprias mãos criminosas que
lhes decepam os ramos…
Consolado e feliz, trabalhaste, semeador!
Um dia, porém, o campo surgiu engalanado de perfume e beleza e aparecem aqueles
que te exigiram a colheita para a festa do mundo…
Choraste na separação das plantas queridas, entretanto, ninguém te viu as lágrimas
escondidas entre as rugas do rosto.
Era sozinho perante as multidões que te disputavam os frutos e por não haver
adestrado verbo primoroso de modo a defender-te, diante das assembléias, e porque a
tua presença simples não oferecesse qualquer perspectiva de encontro social, os raros
amigos de tua causa julgaram prudentes silenciar, envergonhados do rigor de tuas
ásperas disciplinas e da pobreza de tua veste, mas Deus te impeliu à renovação e,
conquanto despojado de teus bens mais humildes, procuraste outros climas e outras
leiras, onde as tuas mãos quebrantadas e doloridas continuaram a semear…
***
Semeador dos terrenos do espírito, que te encaneceste na lavoura da luz, qual
acontece ao cultivador paciente do solo, não te aflijas, nem desanime.
Se tempestades sempre novas te vergastam a alma, continua semeando…E, se
banimentos e solidão devem constituir a herança transitória do teu destino, recorda o
Divino Semeador que, embora piedoso e justo, preferiu a cruz por amor a verdade e
prossegue semeando, mesmo assim, na certeza de que Deus te basta, porque tudo
passa no mundo, menos Deus.

Meimei – F. C. Xavier. Livro Ideal Espírita. Lição 35

 

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Publicado por: . | 2 julho, 2019

A ÁRVORE ÚTIL

A ÁRVORE ÚTILárvore.jpg

Emmanuel

Vão e voltam viajores. Sucedem-se os dias ininterruptos.

A árvore útil permanece, à margem do caminho, atendendo, generosamente, aos que passam.

Mergulhando as raízes na terra, protege a fonte próxima, alentando os seres inferiores, que se arrastam no solo. Recolhendo o orvalho celeste, na fronde alta, atende aos pássaros felizes que cortam os céus. Leia Mais…

Publicado por: . | 30 junho, 2019

O valor da amizade – Carlos A Braga

Palestra realizado no Grupo Scheilla em BH em 30/06/2019 por Carlos Alberto B Costa

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