Publicado por: . | 3 outubro, 2013

Chico Falando Sobre Allan Kardec


A altura espiritual de Allan Kardec

JKEC4Conforme descreve a escritora Nena Galves, em recente biografia lançada pela editora CÉU, Chico Xavier anualmente participava, no Centro Espírita União, da feira do livro, em comemoração ao aniversário de nascimento de Allan Kardec, emérito codificador da Doutrina Espírita, na capital paulistana.

Honorificando esta data, tão importante para a família espírita, brindaremos ao leitor deste Blog com um magnífico trecho da inédita entrevista concedida ao confrade Luiz Rodovil Rossi, em que o médium de Pedro Leopoldo, presta um preito de respeito e gratidão, ao Preclaro Mestre lionês, nascido em 4 de outubro de 1804.

LUIZ RODOVIL ROSSI:

Querido Chico, é com enorme prazer e honra que o recebemos mais uma vez aqui no Centro Espírita União. Nós gostaríamos de ouvir um pouquinho a respeito da semana Kardec e da feira do Centro União, às quais você comparece com tanto carinho todos os anos.

CHICO XAVIER:

Estamos aqui diante da bondade de todos e especialmente do nosso amigo Dr. Luiz Rossi, que lembra a nossa palavra simples e desataviada  para exaltarmos a memória de Allan Kardec, o mentor inesquecível a quem devemos tanto.

Nosso amigo fala em prazer e honra, mas esses dois substantivos ajudam a mim, de vez que essa honra e esse prazer me pertencem, pois na verdade, não mereço estar dentro de nossa comunidade com qualquer destaque especial.

Todos nós conhecemos a altura espiritual de Allan Kardec e reverenciamos nele aquele professor inolvidável, cujos ensinamentos atravessaram grande parte do século passado. Estamos em pleno século XX e seus ensinamentos nos encontram para nos felicitar com o conhecimento de nossa própria natureza e com o imperativo do nosso aprimoramento espiritual…

Por muito que sejam expressivas as palavras que eu pudesse dizer a respeito de Allan Kardec, elas seriam demasiadamente pálidas para criar em nosso espírito o respeito, a admiração, o carinho e o amor com que não apenas anualmente, mas todos os dias, nos lembramos desse homem admirável, cuja herança para nós, da comunidade humana, representa um patrimônio de paz e luz.

Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo que engrandeça Allan Kardec onde estiver. Que ele possa receber as vibrações dos nosso melhores sentimentos e que o Centro Espírita União continue nessa obra maravilhosa de redenção humana, a abraçar os necessitados, difundir a luz e honrar Allan Kardec por meio dos seus dignos diretores e dos dignos companheiros que me escutam, em memória daquele que não podemos esquecer.

Allan Kardec vive. Está é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho. Mas com todo o meu coração, repito: Deus engrandeça o nosso Codificador, o Codificador da nossa Doutrina! Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu probremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de nós todos. Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo-á lembrado e cada vez mais honrado, não só pelos espíritas do Brasil, mas do mundo inteiro.

Fonte: livro “Até Sempre Chico Xavier”. Nena Galves. Edit. CÉU. União – São Paulo. 2008.

Entrevista concedida Outubro de 1987 – Chico Comemorava 60 anos de trabalho espírita em visita aos amigos do Centro Espírita União em São Paulo.


Responses

  1. .

  2. A divulgação da doutrina é muito importante, Chico foi um grande divulgador e uma grande “ferramenta” da espiritualidade para a transmissão e a passagem de grandes ensinamentos uma das maneiras foram através de seus livros psicografados.

  3. Belíssima e singela homenagem de Chico Xavier a Allan Kardec. Chico foi e é o exemplo vivo da humildade que deve ser a meta de todo espírita. Ele fez da Doutrina um estandarte de fé, por meio da qual ele vivenciou a mediunidade com Jesus. Acima de tudo, Chico foi um homem de exemplo, um irmão que soube mostrar ao Brasil e ao mundo o que é ser um espírita verdadeiro. “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. Allan Kardec (ESE, cap. XVII, item 4).


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