Publicado por: . | 4 abril, 2016

Saudade do Chico! Artigo de Vladimir Alexei

Meus amigos,
Quanta saudade do Chico!!!
É uma profusão de sentimentos que nos deixam com os olhos lacrimejando… chico1
Em 1995 passamos um final de semana com o Chico. Uma amiga de Visita aos Lares conhecia uma pessoa em Uberaba que era muito próxima ao Eurípedes e assim, com mais quatro amigos da tarefa querida, fomos para Uberaba.
Desde jovem, sabia ser um espírito rebelde, inquieto, inconformado, mas ao mesmo tempo dócil por força das intempéries da vida. O contato com o Chico reforçou alguns comportamentos interessantes e um deles é o da boa polêmica. Curioso, né?! O Chico é todo mansidão, todo amor, mas esse sentimento dele aguça em mim as inquietações que fazem da crisálida o antepasto para novos voos.
O Chico me ajudou a ser eu mesmo. Espírito imperfeito, limitado, mas com enorme potencial para o bem, para o amor. Um crítico do sistema: quando somos convidados no movimento espírita a falar utilizando a primeira pessoa do plural (“nós”) como a reconhecer que não estamos sozinhos e que fazemos parte de um contexto de vida maior que nos levaria à humildade, aprendi com o Chico a distinguir quando usar na primeira pessoa do singular (“eu”) aquilo que é fruto da minha interpretação e das minhas limitações morais e espirituais.
Em tempos de crise o Chico está mais vivo do que nunca em nosso coração: olhar, de frente, aquela alma que nos desnuda todas as impurezas que ainda temos, foi um desafio. Cresci com medo do retrato do Bezerra de Menezes na sala da casa de Dna. Adelia Maffia Parentoni, no interior de Minas. O olhar do Bezerra me dissecava. Ao lado havia um retrato do Chico com um sorriso encantador e com a mesma penetração.
De alguma forma sentia medo porque sabia da rebeldia que me animava. Resistir era preciso! E por longos anos na primeira juventude esgueirei-me o máximo que pude, até que a dor nos convidou a parar, quando já morávamos no Rio de Janeiro. Entendi o medo: o caminho que trilhava me afastada daquele que me daria a tranquilidade para perseguir meus sonhos e me tornar uma pessoa melhor.
Seu desencarne não nos sensibilizou tanto quanto o dia em que retornamos a Uberaba, uma semana após seu desencarne para aplicar provas em um concurso público. Enquanto na estrada o Céu se tornara baixo com nuvens carregadas como se fossem degraus que o Chico tivesse acabado de subir. Chorei copiosamente ao adentrar aquela casa espírita. Sentia o Chico mais próximo de mim do que quando o visitei pela primeira vez em 1995.
O Chico me ajudou e me ajuda a ser grato a Deus por viver, sem ressalvas… o Chico me ensina a ter Fé no futuro e a guardar na simplicidade a certeza de dias melhores.
Obrigado, Chico!!
vladimir Alexei


Responses

  1. É conto,com a ternura de olhos de menino,e envolve justamente pelo claro brilho impregnado.
    É conto, porque viaja em vários tempos, e para no abraço de onde o aconchego não tem pressa nenhuma de sair.Também sair para que, se a paz ali está?

    Gosto muito de ler quem escreve com gosto,é talento.

    Abraço grande Vladimir.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias