Publicado por: . | 17 maio, 2016

Solidão aparente – Lindos Casos de Chico Xavier

SOLIDÃO APARENTE
Em meados de 1932, o “Centro Espírita Luiz Gonzaga” estava reduzido a
um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio,
José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico. solidao ZZ6B90F3CC
Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras
melhoras, desapareciam como por encanto.
Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte
por impositivos da vida familiar.
O grupo ficou limitado a três companheiros.
D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a
contar apenas com os dois irmãos.
José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um
credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os
serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento.
Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a freqUência
ao grupo, pelo menos, por alguns meses.
Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se.
Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no Centro, sem saber como
agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:
— Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
— Continuar como? Não temos freqüentadores…
— E nós? — disse o espírito amigo. — Nós também precisamos ouvir o
Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos
desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na
hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a
sessão antes de duas horas de trabalho.
Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o
pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em
ponto.
Em seguida, abria o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ao acaso e lia
essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta.
Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez.
Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o
grupo, à procura de paz e refazimento.
Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta
de Emmanuel.
Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho…
E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro,
de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e
sextas-feiras.


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