Publicado por: . | 8 maio, 2017

Outro mentor de Chico Xavier – Recordações de Chico Xavier – Lindos Casos

Na intimidade do lar – Lindos Casos Chico Xavier
Aquele dia foi um dia de alegria. Chico fazia questão de servir à mesa. Pão a um, café a outro.
A todos dava a sua atenção e a sua palavra. Estendia a xícara fumegante e servia com amor.
Quando entrara em nossa casa encontrara o Arus. Menino de dois anos de idade, simpático, cabelos encaracolados, louros como o cabelo das espigas…
O garoto corria pela casa e o Chico tomou-o nos braços e perguntou:
– Como se chama?
– Arus – , respondemos.
E ele, imediatamente, sem pestanejar, acrescentou num relâmpago:
– Sura, não é?
A princípio não entendemos bem, mas vimos que Sura era Arus de traz para diante. Dissemos isso, e ele riu, esclarecendo: este menino pertenceu à orgulhosa gens cornélia, à família de Emmanuel, quando Publius Lêntulus em Roma…
Chico demonstraria sempre grande interesse e amor pelo Arus, trazia-lhe presentes, roupas etc.
Sentia-se que algum laço os ligava.
Ora, em Roma, Chico havia sido Flavia, filha de Publius Lêntulus, o orgulhoso Senador, que conversou com Cristo à beira do lago…
-“Por que me procuras à noite, senador?” perguntara-lhe Jesus Cristo.
“Por que não me buscais na claridade do dia?”
O senador que o buscara na noite, temeroso de ser visto em sua companhia, e que ali fora pedir auxílio para sua filha Flávia, gravemente enferma, baixou a cabeça.
– “Por que não me segues? Deixa tudo e vem… – dissera ainda Jesus.
Foi um minuto apenas. A indecisão tomara o seu espírito, mas ele não teve coragem talvez, assim como o moço rico, de deixar os seus bens, a sua posição social e o seu poder e não ouviu a voz do Mestre. Dois mil anos depois estaria na Terra sofrendo pelo erro da indecisão de um minuto. Reencarnara uma vez como escravo, Nestório, sentira a força dos senhores de Roma e acompanhara os martírios de seu filho Cyro. Ai, então, começara a aceitar Jesus. Vemo-lo mais tarde em Renúncia como o Padre Damiano e no Ave, Cristo!, como Basílio, o músico e filósofo (escravo). No Brasil, surgiria como o padre Manoel da Nobrega, Geral dos Jesuítas, que, juntamente com Anchieta, lançaria as bases não só da nossa civilização, mas também do pensamento evangélico cristão em terras de Santa Cruz.
Figura extraordinária, maravilhosa, de homem e de pensador, poeta sensível e puro, guia espiritual amoroso e amigo das multidões…
Também este pertencia à gens cornélia…
Sura, não é? Dissera o Chico.
Nós ficamos contemplando o garotinho.
Mais tarde Chico, diria, quando o Arus já era moço:
O sábio Arus, e acrescentaria:
– Esse rapaz, antes de renascer foi um dos meus guias espirituais.
E o nosso pensamento haveria de acompanhá-lo. Seria isso verdade? Mas o Chico não mente. Fosse o que fosse o futuro confirmaria ou não a sua assertiva.
***
Nós, quando o Chico se foi, ficamos olhando um par de meias que ele deixara ali. Saíra de sapatos sem meias, prova de que não usava meias.
Mas tarde haveríamos de perceber que quando o Chico se sentava à mesa para psicografar, automaticamente, talvez mesmo sem sentir, tirava os sapatos com os próprios pés e ficava descalço. Só olhando para baixo da mesa é que se via. Costumava ficar mexendo com os pés, um no outro, e enfiando os dedos nos dedos.
***
Que Deus abençoe o biógrafo Raniere pelo seu esforço para nos legar, com tanta sensibilidade, esse contributo que remonta Histórias Inesquecíveis. C A B Costa

Fonte: Recordações de Chico Xavier. R. A. Raniere EDIFRATER


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