Publicado por: . | 27 setembro, 2017

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES – Caibar Schutel

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES

 

No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegar-lhe o espírito em discórdia.

“Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos, decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas, e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio.”

E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que tudo, no campo da sequencia da natureza, é solidariedade e cooperação.

Se os braços desaparecem, os pés se fazem mais ágeis; em sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a visão surge apagada, o tato mais amplamente se desenvolve; se o baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de modo a satisfazer as necessidades do sangue.

Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium possui tarefa específica.

Esse esclarece…

Aquele consola…

Outro pensa feridas…

Aquele outro anula perturbações…

Esse incorpora sofredores angustiados…

Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande beneficência…

Outro recebe a palavra construtiva…

Aquele outro se incumbe da mensagem santificante…

Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora, a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio abençoa.

Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto a cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.

E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus Cristo – o Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina essência da sua lição divina: – ”A cada qual por suas obras”

Pelo Espírito Cairbar Schutel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 11. Página 36.


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