Publicado por: . | 2 julho, 2018

Trabalho

blog-texto-18-O-único-retrato-de-Emmanuel

Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a  nossa  vontade  abrace  espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.

No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.

A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o  a-  manho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação.  Sem  ela,  o  mundo mental   dorme   estanque.   Fugir- lhe  aos  impositivos  é  situar-se  à  margem  do  caminho,  onde o  carro da evolução  marcha,  inflexível,  deixando  à  retaguarda  quantos se amolgam à ilusão da preguiça.

O usurário não padece apenas a infelicidade  de  seqüestrar  os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente  o  infortúnio  de  erguer para si mesmo a cova adornada  em que se lhe estiolarão  as mais nobres faculdades do espírito.

Não vale, contudo, agir por agir.

As regiões infernais vibram repletas de movimento.

Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.

Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o  espírito encarnado é compelido a esforço incessante,  para  o  sus-  tento do corpo físico. Recolhe, de  graça,  a  água  pura,  os  princípios   solares   e  os   recursos   nutrientes   da   atmosfera;   entretanto, é preciso suar e sofrer em  busca  da  proteína  e  do  carboidrato  que  lhe assegurem a euforia orgânica

Cativo, embora, às injunções do plano  de  obscura  matéria  em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a  ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo  aquele  que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.

O trabalho-ação transforma o ambiente. O trabalho-serviço, transforma o homem.

As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento  de  quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas  linhas da troca vulgar.

A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a  influência da  Bondade  Celestial que  a todos nos ampara sem pagamento

A maneira  que  se  nos  alonga  a  ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.

Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, ma- triculamo-nos no acrisolamento da própria  alma,  entrando em  sintonia com a Vida Abundante.

Nos  círculos  mais  elevados  do  espírito,  o  trabalho  não  é  mi –

posto. A criatura consciente da verdade compreende  que  a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a  ela  se  rende  por  livre  vontade.

Por isso, nos domínios superiores, quem serve avança para  os cimos  da  imortalidade radiosa, reproduzindo dentro  de  si  mesmo  as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte.

Livro:

“ Pensamento e Vida”

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Pelo Espírito: Emmanuel

Lição: 07


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