Publicado por: . | 7 agosto, 2018

Ante os incrédulos

 

 

“E conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.”

Jesus (João, 8:32)

 

“A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes, provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, base que é a Inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer , não basta ver , é preciso, sobretudo, compreender.”

(Cap. 19, Item 7)

 

perdao2-696x348Compadeçamo-­nos dos incrédulos que se arremetem contra as verdades do espírito, intentando penetrá las à força.

Semelhantes necessitados chegam de todas as procedências… De paisagens calcinadas pelo fogo do sofrimento, de caminhos que a provação encharca de pranto, de furnas da aflição em que jaziam acorrentados ao desespero. Outros existem que nos atingem as portas, conturbado pelo clima de irreflexão a que se calam, ou trazendo sarcasmos no pensamento imaturo, quais crianças bulhentas em recintos graves da escola.

Muitas vezes, nas trilhas da atividade cotidiana, somos tentados a categorizá los por viajores de indesejável convívio, entretanto, os que surgem dementados pela dor e aqueles outros que se acomodam com a leviandade pela força própria da inexperiência, não serão igualmente nossos irmãos, diante de Deus?

Certo que não nos é lícito entregar­-lhes, em vão, energia e tempo, quando se mostrem distantes da sinceridade que devemos uns aos outros, mas se anelam realmente aprendizado e renovação, saibamos auxiliá­-los a compreender que pesquisa e curiosidade somente valem se acompanhadas de estudo sério e trabalho digno.

Estendamos aos companheiros que o ateísmo enrijece, algo de nossas convicções que os ajude a refletir na própria imortalidade. Diligenciemos partilhar com eles o alimento da fé, na mesma espontaneidade de quem divide os recursos da mesa.

Todavia, perguntarás, e se recusam, obstinados e irônicos, os bens que lhes ofertamos? E se nos apagam, a golpes de violência, as lanternas de amor que lhes acendamos na estrada?

Se indagações assim podem ser formuladas por nossa consciência tranquila, após o desempenho do nosso dever de fraternidade, será preciso consultar a lógica  e a lógica nos dirá que eles são cegos de espírito que nos cabe amparar, em silêncio, na clínica da oração.

 

Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito: Emmanuel

Capítulo: 63


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