Publicado por: . | 9 agosto, 2018

OUVE, CORAÇÃO

sem275_52Perguntas, coração,

Como sanar as dores sem medida,

De que modo enxugar a lágrima incontida  Sob nuvens de fel e de pesar!…

Recordemos o chão…

Quando o lodo ameaça uma estrada indefesa,  Em cada canto roga a Natureza:

Trabalhar, trabalhar.

 

Fita o aguaceiro que se fez tormenta.

Ao granizo que estala, o vento insulta;  Seio de mágoas que se desoculta,

A terra, em torno, geme a desvairar…

Mas, finda a longa crise turbulenta,

Sobre teto quebrado, pedra e lama,  Renasce a paz do céu que vibra e chama:

Trabalhar, trabalhar.

 

Ressurge, inalterado, o sol risonho,

Não pergunta se o mal ganhou no mundo

A tudo abraça em seu amor profundo,  A criar e a brilhar!

Recebe cada flor um novo sonho,  Cada tronco uma bênção, cada ninho  Canta para quem passa no caminho:

Trabalhar, trabalhar.

 

Assim também, nas horas de amargura,

Enquanto a sombra ruge ou desgoverna,  Pensa na glória da Bondade Eterna,  Acende a luz da prece tutelar!

E vencerás tristeza e desventura,

Obedecendo à voz de Deus na vida  Que te pede em silêncio, à alma ferida:

Trabalhar, trabalhar.

Livro: Antologia da Espiritualidade

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Pelo Espírito: Maria Dolores


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