Publicado por: . | 20 agosto, 2018

Técnicas de domínio espiritual – Estudo da mediunidade

DOMÍNIO MAGNÉTICO
Na noite de 3 de março de 1955, fomos reconfortados com a satisfação de ouvir novamente o
Instrutor Espiritual Dias da Cruz, que prosseguiu em seus notáveis estudos, acerca da obsessão,
transmitindo-nos valioso comentário, em torno da dominação magnética. 

 

Prosseguindo em nosso breve estudo acerca dos fenômenos de obsessão, convém acrescentar
algumas notas alusivas à dominação magnética, para compreendermos, com mais segurança, as
técnicas de influência e possessão dos desencarnados que ainda padecem o fascínio pela matéria
densa, junto dos companheiros que usufruem o equipamento fisiológico na experiência terrestre.
Quem assiste aos espetáculos de hipnotismo, nas exibições vulgares, percebe perfeitamente
os efeitos do fluido magnético a derramar-se do responsável pela hipnose provocada sobre o campo mental do paciente voluntário que lhe obedece ao comando.
Neutralizada a vontade, o «sujet» assinala, na intimidade do cosmo intracraniano, a invasão
da força que lhe subjuga as células nervosas, reduzindo-o à condição de escravo temporário do
hipnotizador com quem se afina, a executar-lhe as ordenações, por mais abstrusas e infantis.
Aí vemos, em tese, o processo de que se utilizam os desencarnados de condição inferior,
consciente ou inconscientemente, na cultura do vampirismo.
Justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade e, sugando-lhes as energias,
senhoreiam-lhes as zonas motoras e sensórias, inclusive os centros cerebrais, em que o espírito
conserva as suas conquistas de linguagem e sensibilidade, memória e percepção, dominando-as à
maneira do artista que controla as teclas de um piano, criando, assim, no instrumento corpóreo dos
obsessos as doenças-fantasmas de todos os tipos que, em se alongando no tempo, operam a
degenerescência dos tecidos orgânicos, estabelecendo o império de moléstias reais, que persistem
até à morte.
Nesse quadro de enfermidades imaginárias, com possibilidades virtuais de concretização e manifestação, encontramos todos os sintomas catalogados na patogenia comum, da simples
neurastenia à loucura complexa e do distúrbio gástrico habitual à raríssima afemia estudada por
Broca.
Eis por que, respeitando o concurso médico, através da clínica e da cirurgia, em todas as
circunstâncias, é imprescindível nos detenhamos no valor da prece e da conversação evangélica,
como recursos psicoterápicos de primeira órdem, no trabalho de desobsessão, em nossas atividades
espíritas.
O círculo de oração projeta o impacto de energias balsâmicas e construtivas, sobre perseguidores e perseguidos que se conjugam na provação expiatória, e a incorporação medianímica efetua a transferência das entidades depravadas ou sofredoras, desalojando-as do ambiente ou do
corpo de suas vítimas e fixando-as, a prazo curto, na organização fisiopsíquica dos médiuns de boa vontade para entendimento e acerto de pontos de vista, em favor da recuperação dos enfermos, com a cessação da discórdia, do desequilíbrio e do sofrimento.
Assim sendo, enquanto a medicina terrestre aperfeiçoa os seus métodos de assistência à saúde mento-física da Humanidade, aprimoremos, por nossa vez, os elementos socorristas ao nosso
alcance pela oração e pela palavra esclarecedora, pela fé e pelo amor, pela educação e pela caridade
infatigável.
Lembremo-nos de que o Evangelho, por intermédio do Apóstolo Paulo, no versículo 12, do
capítulo 6, de sua carta aos Efésios, nos informa com justeza:
— «Não somos constrangidos a guerrear contra a carne ou contra o sangue, mas, sim, contra
os poderes das trevas e contra as hostes espirituais da maldade e da ignorância nas regiões
celestes.»
Não nos esqueçamos de que a Terra se movimenta em pleno Céu. E todos nós, em nossa
carreira evolutiva, nas esferas que lhe constituem a vida, estamos subordinados a indefectíveis leis
morais.
Francisco de Menezes Dias da Cruz

 

Livro : Instruções Psícofônicas –

Organizado por Arnaldo Rocha. Médium Francisco Cândido Xavier


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