Publicado por: . | 4 novembro, 2018

Clarividência

ClarividênciaClairvoyance

Reunião pública de 27/6/60

Questão nº 167

 

Como acontece na alimentação do corpo, a visão, no campo da alma, é diferente para cada um.

O tubo digestivo recebe o que se lhe dá, mas a assimilação do recurso ingerido obedece à disposição mais íntima dos mecanismos orgânicos.

Os olhos, igualmente, vêem tudo; no entanto, a interpretação do que foi visto corre à conta dos processos mentais.

É por isso que todo fenômeno de clarividência solicita filtragem no crivo da razão.

*

Determinado médium Informa ter visto inolvidáveis personalidades da História.

Possivelmente estará dizendo uma verdade.

Essa verdade, porém, pede estudo das condições circunstanciais.

Vejamos como o assunto é delicado na esfera dos próprios homens.

Se uma pessoa só e desavisada fosse levada a ver uma cópia da “Assunção”, de Murillo, num arranjo cinematográfico, acreditaria contemplar a venerável Maria de Nazaré escalando os céus, rodeada de anjos, quais pássaros graciosos, segundo a concepção do admirado pintor espanhol.

A figura de qualquer comandante de Estado, nos tempos modernos, pode ser vista a longa distância, através da televisão, e se uma criatura isolada e desprevenida fitasse a imagem falante estaria naturalmente convicta de haver entrado em contacto direto com o comandante televisionado.

*

Enquanto a observação mediúnica não se generalizar mais extensamente na Terra, provocando mais amplas conclusões do chamado “consenso geral”, a mensagem da clarividência demanda considerações específicas.

Com isso não queremos dizer que esse ou aquele apontamento mediúnico deva ser desprezado, pois que em mediunidade tudo é ensinamento digno de atenção.

Ponderamos apenas o impositivo de estudo, a fim de que a interpretação particular não se dirija para as raias do ilógico.

Para ilustrar as nossas afirmativas, vejamos o arco-íris, a desdobrar-se diante da multidão.

Efetivamente, quando surge na beleza das sete cores, parece uma coroa sublime, propositadamente desenhada por algum geômetra invisível, na glória do firmamento; entretanto, a maravilha celeste não tem qualquer expressão substancial, por estruturar-se em simples jogo de luz…

(Livro: “Seara dos Médiuns” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito Emmanuel – Capítulo 47)


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