Publicado por: . | 14 novembro, 2018

Nas Leis do Amor

Nas Leis do Amorchuon-chuon-ot

 

Reunião pública de 27-2-61

1ª Parte, cap. III, item 12

 

 

Se alguém te fala em descanso inútil depois da morte, pensa nos que sofrem por amor, na experiência terrestre.

Indaga das mães devotadas se teriam coragem de relegar os filhos delinquentes à solidão da masmorra…

Preferem chorar na pocilga, trabalhando por eles, a morarem no paraíso com o peito rebentando de lágrimas.

Pergunta aos pais afetuosos se pediriam a força para os rebentos do próprio sangue, comprometidos em débitos insolúveis…

Escolhem a condição dos grilhetas, de modo a vê-los recuperados, renunciando aos prêmios que a sociedade lhes destine à honradez.

Inquire da esposa abnegada se deixaria o companheiro enredado à loucura, pra brilhar num desfile  de santidade…

Disputará as vigílias no manicômio para servi-lo, fugindo aos louros da praça pública. Interroga do amigo verdadeiro se deixará o amigo confiante em  dificuldade…

Aceitará partilhar-lhe as provações, recusando os privilégios com que o mundo lhe  acene.

***

Isso acontece na Terra, onde o amor ainda se mistura ao egoísmo, qual o outro perdido na ganga do solo.

Para além das cinzas do túmulo, há paz de consciência e alegria profunda no dever nobremente cumprido, mas, se te afeiçoas à bondade e à renúncia, poderás quanto quiseres continuar auxiliando os entes amados, que aprendeste a venerar e querer, ou prosseguir exaltando os ideais e as tarefas edificantes que abraças.

À medida que penetramos os segredos do amor puro, vamos reconhecendo que ninguém pode ser realmente feliz sem fazer a felicidade alheia no caminho em que  avança.

O próprio Criador determinou que a noite se cobrisse de estrelas e que o espinheiral se levantasse recamado de rosas.

Trabalharemos e sofreremos, assim, por amor, pelos séculos adiante, ajudando-nos uns aos outros a erguer a felicidade de nosso nível, até que possamos entrar, todos juntos, na suprema felicidade que consiste em nossa união com Deus para sempre.

Emmanuel

Livro: “Justiça Divina” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito Emmanuel


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