Publicado por: . | 29 abril, 2019

VILA ESPERANÇA

VILA ESPERANÇAsolvitaD

Maria Dolores

Alegas, muita vez, alma querida:

-O tédio me entorpece e me consome a vida!…

Um erro na poltrona te desgosta,

Apaga-te o sorriso e deixa-te indisposta…

O marido, preso, por natureza,

Era um médico amigo da pobreza.

Houvesse algum enfermo em pequena palhoça…

Ei-lo, junto ao doente em plena roça…

Ele sofre e adoece, certo dia,

E roga à esposa, amparo e companhia.

Ela atende ao insólito pedido,

Enquanto ele se mostra surpreendido.

De um carro velho e forte, sem tardança,

Descem os dois ao chão, ante a Vila Esperança.

Ali, toda morada, é formada de zinco,

Alinhando-se em grupo, cinco a cinco.

Disse o esposo a ela:

– “Hoje, o trabalho aqui é teu recado…

os doentes são teus…Ando muito cansado…”“.

Do casebre primeiro saem gemidos dos loucos…

Eis que o esposo explica:

– “É a Dona Flora, exaurindo-se aos poucos…”.

Não mais resiste a pobre ao câncer que a devora

Mas, para aliviar a angústia que a domina,

Temos na pasta que eu trouxe a injeção de morfina “””

Aplicada a injeção, ela vê três crianças

Junto à mulher sofrida, em choro continuado…

Ela fala ao marido, acerca de mudanças,

E acaba perguntando ao esposo intrigado:

-“O que comem aqui estas crianças nuas””

O médico responde:

“O pão dado nas ruas”.

Ela aciona o carro e adquire cem pães,

Que distribui na praça, entre os filhos e as mães.

-“Moça, grita uma voz

De uma das casinholas escondidas,

Venha nos ver

Somos pobres doentes desvalidas!…”

A dama entra no quarto

E lavam-lhe as manchas e as feridas…

Anda de casa em casa.

Dá remédio às crianças com bronquite

E socorre aos enfermos,

Vítimas de hepatite…

De sentimento preso

Às dores que detinham no lugar,

Oito horas gastou a lavar e a limpar.

De volta, eis que ela sente

O marido mais forte e mais contente…

Notou que o Cristo Amado estaria mais perto

E admitiu que a vida

Nunca mais lhe seria

Desencanto e deserto…

Adentrou-se no lar, recordando a excursão

Que lhe alterara a mente, o caminho e a visão…

Ajoelhou-se em prece,

Pensando na penúria que encontrara.

Contemplou de uma fímbria da janela

A noite linda e clara…

Imaginou Jesus

Caminhando ao encontro da pobreza

E quase sem querer

Exclamou para os Céus:

– “Obrigada, Jesus, pela Vila Esperança que me falou do amor que não se cansa…

agora, estou na paz que eu sempre quis.

A qualquer hora posso ser feliz!…

Obrigada, Jesus, por me ensinar

Que a Caridade é Luz e a Luz é trabalhar!…”“.

Do Livro “DÁDIVAS DE AMOR”

Psicografia: francisco Cândido Xavier

Espírito Maria Dolores

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