Publicado por: . | 15 julho, 2019

Ridículo Silêncio – com a palavra Emmanuel

                                                                       RIDÍCULO SILÊNCIO

     Há muitas espécies de provação para a dignidade pessoal e numerosos gêneros de defesa.
     Há feridas que atingem a honorabilidade de família, golpes que vibram sobre a realização individual, calúnias que envolvem o nome, acusações gratuitas, comentários desairosos à reputação, análises mentirosas de situações respeitáveis e escândalos do ridículo.
     Na maioria das experiências dessa natureza, o ruído é justo e a retificação adequada.
     Nas contrariedades familiares, é fácil estabelecer programas novos e corrigir normas de conduta.
     Na perseguição ao trabalho honroso, basta recorrer aos frutos substanciosos e ricos da obra realizada.
     Na calúnia, socorre-se o homem reto do esclarecimento natural.
     Na acusações gratuitas, a verdade simples responde pelos acusados aos perseguidores cruéis.
     Nos falatórios da rua, a realidade modifica a opinião popular.
     No jogo das aparências, com que se procura envenenar as situações dignas, não é difícil demonstrar a nobreza dos fatos, focalizando outros prismas.
     Para isso, há um exército de servidores da justiça do mundo que, com rapidez ou lentidão, atende a reclamações e mobiliza providências compatíveis com os acontecimentos mais estranhos.
     Mas, autoridade alguma da Terra garante facilidades à defesa contra os escândalos do ridículo. Para suportar, dignamente, esse gênero de provação somente Jesus oferece o padrão necessário. A reação não serve, o protesto complica, transforma-se a reclamação em escândalo novo, converte-se o rumor em incêndio de conseqüências
imprevisíveis. A criatura bem intencionada, sob a perseguição do ridículo, não tem outro recurso senão recordar o Cristo, incompreendido pelas autoridades de seu tempo, ironizado pelos ignorantes e injuriados pela multidão, compreendendo que todo homem responderá pelos seus atos a Deus, no tribunal do foro íntimo, e que a mais alta defesa contra o sarcasmo do mundo é o silêncio da perfeita confiança no Divino Poder.

Emmanuel- F.Cândido Xavier. Coletânea do Além. 1945 Editora.FEESP.


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