Publicado por: . | 20 março, 2020

Pandemia de Cólera na Europa em 1865 – Allan Kardec

Sobre a pandemia de Cólera na Europa em 1865


“Certamente seria absurdo acreditar que a fé espírita fosse um diploma de garantia contra a cólera. Mas, como está cientificamente reconhecido, o medo, ao mesmo tempo enfraquecendo o moral e o físico, torna as pessoas mais impressionáveis e mais susceptíveis de serem acometidas pelas doenças infecciosas; evidente, assim, que toda causa tendente a fortalecer o moral é um preservativo. Isto hoje é tão bem compreendido que se evita, tanto quanto possível, quer nos relatórios, quer nas disposições materiais, aquilo que possa ferir a imaginação por seu aspecto lúgubre.
Sem dúvida os espíritas podem morrer de cólera, como todo o mundo, porque seu corpo não é mais imortal que o dos outros e porque, quando chegar a hora, é preciso partir, seja por esta ou por outra causa. A cólera é uma das causas que não tem como particularidade senão levar maior número de pessoas ao mesmo tempo, o que produz mais sensação. Parte-se em massa, em vez de individualmente – eis toda a diferença. Mas a certeza que têm do futuro e, sobretudo, o conhecimento desse futuro, que corresponde a todas as aspirações e satisfaz à razão, fazem que absolutamente não lamentem a Terra, onde se consideram em exílio passageiro. Enquanto em presença da morte o incrédulo só vê o nada, ou pergunta o que vai ser de si, o espírita sabe que, se morrer, apenas será despojado de um invólucro material, sujeito aos sofrimentos e às vicissitudes da vida, mas será sempre ele, com um corpo etéreo, inacessível à dor; que gozará de percepções novas e de maiores faculdades; que vai encontrar aqueles a quem amou e que o esperam no limiar da verdadeira vida, da vida imperecível. Quanto aos bens materiais, sabe que deles não mais necessitará, e que os prazeres que proporcionam serão substituídos por outros mais puros e mais invejáveis, que não deixam em seu rasto nem amarguras nem pesares. Assim, abandona-os sem dificuldade e com alegria, lamentando os que, ficando na Terra, ainda irão precisar deles. É como aquele que, tornando-se rico, abandona seus trajes velhos aos infelizes. Por isso, ao deixar os amigos, lhes diz: não me lastimeis; não choreis minha morte; antes me felicitai, por estar livre das preocupações da vida e por entrar num mundo radioso, de onde vos esperarei.”

Revista espírita – novembro de 1865

Observação: A gripe espanhola matou mais de 17 milhões de pessoas no século XX. Foram mais de 500 milhões de pessoas infectadas. Este número de mortes não é confirmado, porém pode ter chegado até 100 milhões ou seja 27% da população que era na época em torno de 1,9 bilhões.

https://www.terra.com.br/noticias/coronavirus/gripe-espanhola-infectou-27-da-populacao-e-matou-milhoes,4f5441fc040f82099b9b53fab3787756u8j5lg9g.html

Uma das vítimas do H1N1 – fora o Apóstolo do Espirtismo Eurípedes Barsanulfo em 02/11/1918.

 

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Responses

  1. Muito legal este estudo! A Revista Espírita é muito rica em informações! Achei este artigo aqui que é relacionado:

    Epidemia da Ilha Maurício- Revista espírita — Ano X — Julho de 1867 (Édition Française)

    http://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKardequiano/TKP/Re67/Jul/Re67JulA04.htm

    Outra coisa é que para quem acredita que André Luiz foi Carlos Chagas, neste livro diz que ele e sua família pegaram a gripe espanhola e foram curados, diferente de Eurípedes Barsanulfo.

    http://www.fiocruz.br/ioc/media/Livro_Virologia_nova_edicao.pdf

    Abraços, obrigada por compartilhar os estudos de vocês!


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