Publicado por: . | 4 julho, 2021

LIBERDADE EM JESUS

Liberdade em Jesus

Emmanuel

“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão.” — PAULO (Gálatas, 5.1)

 Disse o apóstolo Paulo, com indiscutível acerto, que “para a liberdade Cristo nos libertou”.

 E não são poucos aqueles que na opinião terrestre definem o Senhor como sendo um revolucionário comum.

 Não raro, pintam-no à feição de petroleiro vulgar, ferindo instituições e derrubando princípios.

 Entretanto, ninguém no mundo foi mais fiel cultor do respeito e da ordem.

 Através de todas as circunstâncias, vemo-lo interessado, acima de tudo, na lealdade a Deus e no serviço aos homens.

 Não exige berço dourado para ingressar no mundo.

 Aceita de bom grado a infância humilde e laboriosa.

 Abraça os companheiros de ministério, quais se mostram, sem deles reclamar certidão de heroísmo e de santidade.

 Nunca se volta contra a autoridade estabelecida.

 Trabalha na extinção da crueldade e da hipocrisia, do simonismo e da delinquência, mas em momento algum persegue ou golpeia os homens que lhes sofrem o aviltante domínio.

 Vai ao encontro dos enfermos e dos aflitos para ofertar-lhes o coração.

 Serve indistintamente.

 Sofre a incompreensão alheia, procurando compreender para ajudar com mais segurança.

 Não espera recompensa, nem mesmo aquela que surge em forma de simpatia e entendimento nos círculos afetivos.

 Padece a ingratidão de beneficiados e seguidores, sem qualquer ideia de revide.

 Recebe a condenação indébita e submete-se aos tormentos da cruz, sem recorrer à justiça. E ninguém se fez mais livre que Ele — livre para continuar servindo e amando, através dos séculos renascentes.

 Ensinou-nos, assim, não a liberdade que explode de nossas paixões indomesticadas, mas a que verte, sublime, do cativeiro consciente às nossas obrigações, diante do Pai Excelso.

 Nas sombras do “eu”, a liberdade do “faço o que quero” frequentemente cria a desordem e favorece a loucura.

 Na luz do Cristo, a liberdade do “devo servir” gera o progresso e a sublimação.

 Assimilemos do Mestre o senso da disciplina.

 Se quisermos ser livres, aprendamos a obedecer.

 Apenas através do dever retamente cumprido, permaneceremos firmes, sem nos dobrarmos diante da escravidão a que, muitas vezes, somos constrangidos pela inconsequência de nossos próprios desejos.

Palavras de Vida Eterna – lição 27 – Emmanuel – F C Xavier

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