Publicado por: . | 29 julho, 2021

ORAÇÃO DO SERVO IMPERFEITO – DA HORA

🇧🇷 📺

TV GÊNESE 📡

APRESENTA: GÊNESE NO LAR – #GNL387

TEMA: ORAÇÃO DO SERVO IMPERFEITO

📲 Apresentação: Carlos Alberto Braga Costa – 29/07/2021

Gênese no Lar encontro de corações amigos, pura fraternidade cristã. Neste estudo Carlos Alberto compartilhou dois momentos históricos, registrados pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier. No primeiro momento o espírito Neio Lúcio foi lembrado por sua narrativa referente uma resposta dada por Jesus para a esposa de Zebedeu. “_Senhor, como se verificará nossa jornada para o Reino divino? No segundo momento uma oração feita pelo espírito Albino Teixeira que deu o título para nosso encontro. “Senhor, concede-me, por acréscimo de misericórdia a felicidade de trabalhar e ensina-me a receber o dom de servir”.

Assista o vídeo na íntegra e não se esqueça de dar um like e compartilhe.

Fonte: Jesus no Lar 49 – Neio Lúcio – F C Xavier

A jornada redentora

Aberta a doce conversação da noite, em torno da Boa Nova, a esposa de Zebedeu perguntou,

reverente, dirigindo-se a Jesus:

— Senhor, como se verificará nossa jornada para o Reino Divino?

O Cristo pareceu meditar alguns momentos e explanou:

— Num vale de longínquo país, alguns judeus cegos de nascença habituaram-se à treva e à miséria em que viviam, e muitos anos permaneciam na furna em que jaziam mergulhados,

quando iluminado irmão de raça por lá passou e falou-lhes da profunda beleza do Monte Sião, em Jerusalém, onde o povo escolhido adora o Supremo Pai. Ao lhe ouvirem a narrativa, todos os cegos experimentaram grande comoção e lastimaram a impossibilidade em que se mantinham.

O vidente amigo, porém, esclareceu-lhes que a situação não era irremediável. Se tivessem coragem de aplicar a si mesmos determinadas disciplinas, com abstinência de variados prazeres de natureza inferior a que se haviam acostumado nas trevas, poderiam recobrar o contacto

com a luz, avançando na direção da cidade santa.

A maioria dos ouvintes recebeu as sugestões com manifesta ironia, assegurando que os progenitores e outros antepassados haviam sido igualmente cegos e que se lhes afigurava impossível

a reabilitação dos órgãos visuais.

Um deles, porém, moço corajoso e sereno, acreditou no método aconselhado e aplicou-o.

Entregou-se primeiramente às disciplinas apontadas e, depois de quatro anos de meditações,

trabalho intenso e observação pessoal da Lei, com jejuns e preces, obteve a visão.

Quase enlouqueceu de alegria.

Em êxtase, contou aos companheiros a sublimidade da experiência, comentando a largueza

do céu e a beleza das árvores próximas; contudo, ninguém acreditou nele.

Não obstante ser tomado por demente, o rapaz não desanimou.

Agora, enxergava o caminho e conseguiria avançar.

Ausentou-se do vale fundo, mas, sem qualquer noção de rumo, vagueou dias e noites,

em estado aflitivo. Atacado por lobos e víboras em grande número, usava a maior cautela, reconhecendo a própria inexperiência, até que, em certa manhã, abeirando-se de um esconderijo cavado na rocha, para colher mel silvestre, foi aprisionado por um ladrão que lhe exigiu a bolsa;

entretanto, como não possuísse dinheiro, deixou-se escravizar pelo malfeitor que durante cinco anos sucessivos o reteve em trabalho incessante. O servo, porém, agiu com tamanha bondade, multiplicando os exemplos de abnegação, que o espírito do perseguidor se modificou,

fazendo-se mais brando e reformando-se para o bem, restituindo-lhe a liberdade.

Emancipado de novo, o crente fiel recomeçou a jornada, porque a ânsia de alcançar o templo divino povoava-lhe a mente.

Pôs-se a caminho, distribuindo fraternidade e alegria com todos os viajores que lhe cruzassem a estrada, mas, atingindo um vilarejo onde a autoridade era exercida com demasiado rigor, foi encarcerado como sendo um criminoso desconhecido; no entanto, sabendo que seria

traído pelas próprias forças insuficientes, caso buscasse reagir, deixou-se trancafiar até que o problema fosse resolvido, o que reclamou longo tempo. Nunca, entretanto, se revelou inativo no exercício do bem. Na própria cadeia que lhe feria a inocência, encontrou vastíssimas oportunidades para demonstrar boa-vontade, amor e tolerância, sensibilizando as autoridades, que o libertaram enfim, …

O ideal de atingir o santuário sublime absorvia-lhe o pensamento e prosseguiu na marcha;

todavia, somente depois de vinte anos de lutas e provas, das quais sempre saía vitorioso, é que conseguiu chegar ao Monte Sião para adorar o Supremo Senhor.

O Mestre interrompeu-se, vagueou o olhar pela sala silenciosa e rematou:

— Assim é a caminhada do homem para o Reino Celestial.

Antes de tudo, é preciso reconhecer a sua condição de cego e aplicar a si mesmo os remédios indicados nos mandamentos divinos. Alcançado o conhecimento, apesar da zombaria de quantos o rodeiam em posição de ignorância, é compelido a marchar por si mesmo, e sozinho

quase sempre, do escuro vale terrestre para o monte da claridade divina, aproveitando todas as oportunidades de servir, indistintamente, ainda mesmo aos próprios inimigos e perseguidores.

Quando o seguidor do bem compreende o dever de mobilizar todos os recursos da jornada, em silêncio, sem perda de tempo com reclamações e censuras, que somente denunciam inferioridade, então estará em condições de alcançar o Reino, dentro do menor prazo, porque

viverá plasmando as próprias asas para o voo divino, usando para isso a disciplina de si mesmo e o trabalho incessante pela paz e alegria de todos.

Caminho Espírita 80 – Albino Teixeira – Francisco C Xavier

ORAÇÃO DO SERVO IMPERFEITO


Senhor!…
Dura é a pedra, entretanto, com a tua sabedoria, temo-las empregada em obras de
segurança.
Violento é o fogo, todavia, sob a tua inspiração, foi ele posto em disciplina, em auxílio da
inteligência.
Agressiva é a lâmina, no entanto, ao influxo de teu amparo, vemo-la piedosa, na caridade
da cirurgia.
Enfermiço é o pântano, contudo, sob tua benevolência, encontramo-lo convertido em celeiro
de flores.
Eu também trago comigo a dureza da pedra, a violência do fogo, a agressividade da lâmina e
enfermidade do charco, mas com a tua bênção de amor, posso desfrutar o privilégio de
cooperar na construção do teu reino!… Para isso, porém, Senhor, concede-me, por
acréscimo de misericórdia, a felicidade de trabalhar e ensinar-me a receber o dom de servir.


Albino Teixeira


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