Publicado por: . | 20 outubro, 2021

O ENTERRADO VIVO – EVANGELHO DA MANHÃ

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😘Tópico: GÊNESE NO LAR Nº446                                                                                                       

  📚 📜 – TEMA: O ENTERRADO VIVO

Fonte:

VOZES DO GRANDE ALÉM  – 19  M Silva – Francisco Cândido Xavier

👉 Facilitador: Carlos Alberto Braga Costa

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  📚 📜 – TEMA: O ENTERRADO VIVO

Fonte:

VOZES DO GRANDE ALÉM  – 19  M Silva – Francisco Cândido Xavier

👉 Facilitador: Carlos Alberto Braga Costa

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O ENTERRADO VIVO


M. Silva


No horário das instruções, em nossas tarefas da noite de 20 de outubro de 1955, o Espírito
M. Silva, trazido por benfeitores espirituais, veio até nós, ofertando-nos o relato de sua
dolorosa experiência,que nos serviu de material a valiosas meditações e que passamos ao estudo
de nossos leitores.

Enterrado vivo!


Enquanto no corpo carnal, respirando o ar livre e puro, não mentalizareis o sofrimento
encerrado nestas duas palavras.


O despertar no sepulcro, o estreito espaço do esquife, a treva subterrânea, o ruído estranho
e indefinível dos vermes a se movimentarem no grande silêncio, a asfixia irremediável e
a agonia do pavor, ultrapassando a agonia da morte!…


Além de tudo, comigo, o estrangulamento terminava para, em seguida, reaparecer.
A cada espasmo de angústia, sucedia-me nova crise de sufocação.
E, de permeio aos estertores que pareciam intermináveis, acusadoras vozes gritavam-me
aos ouvidos:

  • Maldito!
  • Não te erguerás do túmulo…
  • Morre de novo!
  • Morre sempre! O inferno é insuficiente para a extensão de minha vingança!
    As horas eram séculos de tortura mental.
    Pouco a pouco, no entanto, adelgaçaram-se as trevas em derredor e pude ver, enfim, o
    duende que me atormentava.
    Ah! lembrei-me, então, de tudo…
    Era um padre como eu mesmo. O padre José Maria.
    E a tragédia de quarenta anos antes reconstituía-se me na memória.
    Eu era um sacerdote, assaz moço, quando fui designado para substituí-lo numa paróquia
    do interior. Doente e envelhecido, morava ele em companhia de uma sobrinha-neta, a jovem
    Paulina, cujos dotes de mulher me seduziram, desde logo, a atenção.
    Com as facilidades da convivência e suportando embora os escrúpulos da minha condição,
    ela e eu, depois de algum tempo, compartilhávamos o mesmo afeto, com graves compromissos.
    Transcorridos alguns meses de felicidade mesclada de preocupação, certa noite, achando-
    nos a sós, o enfermo chamou-me a contas.
    Não seria mais justo arrepiar caminho?
    Como adotara semelhante procedimento sob o teto que me acolhera?
    Diante das inflexíveis e duras palavras dele, entreguei-me à ira, e agredi-o sem consideração.
    Contudo, à primeira bofetada de minha covardia, o doente tombou, cadaverizado.
    Entorpecido de espanto, deixei que a versão do colapso cardíaco crescesse no ânimo de
    nossos domésticos. E, ocultando cuidadosamente a altercação havida, recebi do médico as
    anotações do óbito, presidindo aos funerais com eficiência.

    Findos os primeiros sete dias de estupor e desolação, quando eu rezava a missa em
    memória do morto, eis que Paulina, asseverando enxergar o tio, enlouqueceu de inesperado,
    acabando a sua curta e infortunada existência no hospício.
    Desde essa época até a estação do sepulcro, meus dias rolaram tristes e vazios como sói
    acontecer com todos os padres que usam a fé religiosa nos lábios, sem vivê-la no coração.
    Ah! somente naquele minuto terrível de reencontro, compreendi que o velho companheiro
    havia atravessado os tormentos do enterrado vivo, que eu também experimentava naquelas
    circunstâncias para ressarcir meu torvo débito.
    O choque, porém, deslocou-me dos panos repelentes do túmulo.
    Senti-me inexplicavelmente libertado dos ossos que ainda me apresavam e, trazido ao
    solo comum, respirei, por fim, o ar doce e leve da noite.
    Ajoelhei-me contrito aos pés de meu credor e debalde supliquei piedade e perdão.
    O antigo sacerdote, indignado, desafiou-me ao revide.
    Não pude fugir à reação e engalfinhamo-nos em franco pugilato, mas nas mãos do padre
    José Maria, talvez alentados pela vingança, os dedos estavam convertidos em garras dilacerantes…
    Humilhado e vencido, confiei-me às lágrimas…
    Em preces de arrependimento e compunção, roguei socorro…
    Fui então recolhido por nossos benfeitores e, junto deles, minha odisséia desceu da
    culminância…
    Internado num hospital e admitido a uma escola, tenho hoje a segurança que me conforta
    e a lição que me reergue; no entanto, quando retorno ao campo humano, seguindo, de perto,
    a equipe dos missionários do bem e da luz que nos amparam, sou novamente surpreendido
    pelo adversário que me procura e persegue sem repouso.
    Ainda agora, em vos dirigindo a palavra, ei-lo fora do círculo magnético em que a oração
    nos protege, exclamando, desesperado:
  • Maldito sejas! Teu crime é tua sombra! …
    Como vedes, sou um companheiro que vos fala da retaguarda.
    Um homem desencarnado, entre os raios da esperança e os tormentos da culpa…
    Tenho a cabeça buscando as auras do Céu e os pés chumbados ao inferno que estabeleci
    para mim mesmo…
    Para ser exato em minhas assertivas, não tenho ainda qualquer plano para o futuro, nem
    sei como apagar o incêndio de minhas velhas dívidas…
    Sou apenas um náufrago no oceano imenso das provas, recolhido, por mercê da Divina
    Providência, na embarcação da caridade, suspirando pela bênção da volta à vida física.
    Enamorado da reencarnação que hoje vos enriquece e obedecendo aos instrutores amigos
    que nos inspiram, por agora, posso dizer-vos tão somente:
  • Amigos, atendamos ao Evangelho do Cristo, valorizai vossa luta e abstende-vos do
    mal.

VOZES DO GRANDE ALÉM  – 19  M Silva – Francisco Cândido Xavier


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