Publicado por: . | 1 novembro, 2021

UM ESPÍRITO DE REGRESSO – EVANGELHO DA MANHÃ

GÊNESE NO LAR

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😘Tópico: GÊNESE NO LAR Nº453                                                                                                                                  

  📚 📜 – TEMA: UM ESPÍRITO DE REGRESSO                                     

Fonte:

Instruções Psicofônicas – 31 – Arnaldo Rocha  – Francisco C Xavier

👉 Facilitador: Carlos Alberto Braga Costa

👁️                                                                 

👇🖥️📺📡 


31 – UM IRMÃO DE REGRESSO


Os ensinamentos por nós recolhidos, na reunião da noite de 7 de outubro
de 1954, constituem, a nosso ver, informações de grande interesse para todos
os companheiros que militam no socorro aos desencarnados.


O mensageiro espiritual que nos visitou foi o nosso confrade Efigênio S. Vítor, antigo trabalhador do Espiritismo em Belo Horizonte, onde, por largos anos, emprestou as melhores forças à Doutrina que nos reconforta.


Sua palestra psicofônica demonstra com detalhes a carinhosa atenção
prodigalizada por nossos Benfeitores Espirituais aos nossos agrupamentos
doutrinários, porquanto o que se dá, em nossa agremiação simples e sincera,
acontece em todas as casas espíritas onde o escopo essencial seja o serviço
ao próximo, sob o amparo de nosso Divino Mestre.


Leiamos-lhe a mensagem consoladora e instrutiva.


Espírita militante que fui, muitas vezes, dirigindo sessões mediúnicas, desejei
que algum dos companheiros desencarnados me trouxesse notícias do Além, tão
precisas e claras quanto possível, a começar do ambiente das reuniões que eu
presidia ou das quais partilhava.


Desembaraçado agora do corpo físico, não obstante carregar ainda muitas
velhas imperfeições morais, tentarei comentar nossa paisagem de serviço, no intuito
de fortalecê-los, na edificação que fomos chamados a levantar.


Como não ignoram, operamos aqui em bases de matéria noutra modalidade
vibratória.


Por mercê de Deus, possuímos nossa sede de trabalho em cidade espiritual que
se localiza nas regiões superiores da Terra ou, mais propriamente, nas regiões
inferiores do Céu.


Gradativamente, a Humanidade compreenderá, com dados científicos e
positivos, que há no Planeta outras faixas de vida.


E assim como existe, por exemplo, para o serviço humano o solo formado de
argila, areia, calcário e elementos orgânicos, temos para as nossas atividades o
solo etéreo, em esfera mais elevada, com as suas propriedades químicas especiais
e obedecendo a leis de plasticidade e densidade características.


É de lá, de onde se erguem organizações mais nobres para a sublimação do
espírito e onde a Natureza estua em manifestações mais amplas de sabedoria e
grandeza, que tornamos ao convívio de nossos irmãos encarnados para a
continuação da tarefa que abraçamos no mundo.


Satisfazendo, porém, ao nosso objetivo essencial, aproveitaremos os minutos
de que dispomos para falar-lhes, de algum modo, acerca da tela de nossas atividades.
Qual ocorre aos demais santuários de nossa fé, orientados pelo devotamento ao
bem, junto aos quais o Plano Superior mantém operosas e abnegadas equipes de
assistência, nossa casa, consagrada à Espiritualidade, é hoje um pequeno mas
expressivo posto de auxílio, erigido à feição de pronto-socorro.

Com a supervisão e cooperação de vasto corpo de colaboradores em que se integram médicos e
religiosos, inclusive sacerdotes católicos, ministros evangélicos e médiuns espíritas
já desencarnados, além de magnetizadores, enfermeiros, guardas e padioleiros,

temos aqui diversificadas tarefas de natureza permanente.
Nossa reunião está garantida por três faixas magnéticas protetoras.
A primeira guarda a assembleia constituída e aqueles desencarnados que se
lhes conjugam à tarefa da noite.


A segunda faixa encerra um círculo maior, no qual se aglomeram algumas
dezenas de companheiros daqui, ainda em posição de necessidade, à cata de
socorro e esclarecimento.


A terceira, mais vasta, circunda o edifício, com a vigilância de sentinelas
eficientes, porque, além dela, temos uma turba compacta — a turba dos irmãos que
ainda não podem partilhar, de maneira mais íntima, o nosso esforço no aprendizado
evangélico. Essa multidão assemelha-se à que vemos, frequentemente, diante dos
templos católicos, espíritas ou protestantes com incapacidade provisória de
participação no culto da fé.


Bem junto à direção de nossas atividades, está reunida grande parte da equipe
de funcionários espirituais que nos preservam as linhas magnéticas defensivas.
À frente da mesa orientadora, congregam-se os companheiros em luta a que
nos referimos.


E em contraposição com a porta de acesso ao recinto, dispomos em ação de
dois gabinetes, com leitos de socorro, nos quais se alonga o serviço assistencial.
Entre os dois, instala-se grande rede eletrônica de contenção, destinada ao
amparo e controle dos desencarnados rebeldes ou recalcitrantes, rede essa que é
um exemplar das muitas que, da vida espiritual, inspiraram a medicina moderna no
tratamento pelo eletrochoque.

E assim organiza-se nossa casa para desenvolver a obra fraterna em que se
empenha, a favor dos companheiros que não encontraram, depois da morte, senão
as suas próprias perturbações.


Assinalando, de maneira fugacíssima, o setor de nossa movimentação,
devemos recordar que, acima da crosta terrestre comum, temos uma cinta
atmosférica que classificamos por «cinta densa», com a profundidade aproximada
de 50 quilômetros, e, além dela, possuímos a «cinta leve», com a profundidade
aproximada de 950 quilômetros, somando 1.000 quilômetros acima da esfera em
que vocês presentemente respiram.


Nesse grande mundo aéreo, encontramos múltiplos exemplares de almas
desencarnadas, junto de variadas espécies de criaturas sub-humanas, em
desenvolvimento mental no rumo da Humanidade.


Milhões de Espíritos alimentam-se da atmosfera terrestre, demorando-se, por
vezes, muito tempo, na contemplação íntima de suas próprias visões e criações,
nas quais habitualmente se imobilizam, à maneira da alga marinha que nutre a si
mesma, absorvendo os princípios do mar.


Meus amigos, para o espírita a surpresa da desencarnação pode ser muito
grande, porque além-túmulo continuamos nas criações mentais que nos inspiravam
a existência do mundo.


O Espiritismo é uma concessão nova do Senhor à nossa evolução
multimilenária.


Surpreendemos em nossa Doutrina vastíssimo campo de libertação, mas
também de responsabilidade profunda, e o maior trabalho que nos compete efetuar

é o de nosso próprio burilamento interior, para que não estejamos vagueando nas
trevas das horas inúteis, pois somente aqueles que demandam a morte,
sustentando maiores valores de aperfeiçoamento próprio, é que se ajustam sem
sacrifício à própria elevação.


Reportando-nos à experiência religiosa, poucos padres aqui continuam padres,
poucos pastores prosseguem pastores e raros médiuns de nossas formações
doutrinárias continuam médiuns, porquanto os títulos de serviço na Terra envolvem
deveres de realização dos quais quase sempre vivemos em fuga pelo vício de
pretender a santificação do vizinho, antes de nossa própria melhoria, em nos
referindo à construção moral da virtude.


A morte é simplesmente um passo além da experiência física, simplesmente um
passo.


Nada de deslumbramento espetacular, nada de transformação imediata, nada
de milagre e, sim, nós mesmos, com as nossas deficiências e defecções,
esperanças e sonhos.


Por isso, propunha-me a falar-lhes, de algum modo, nesta primeira visita
psicofônica, do compromisso que assumimos, aceitando a nossa fé pura e livre…
porque num movimento renovador tão grande, tão iluminativo e tão reconfortante
quanto o nosso, é muito fácil começar, muito difícil prosseguir e, apenas em
circunstâncias muito raras, somos capazes de conquistar a coroa da vitória para a
tarefa que encetamos.


Somos espíritas encarnados e desencarnados.


À nossa frente, desdobra-se a vida — a vida que precisamos compreender com
mais largueza de pensamento, com mais altura de ideal e com mais sadio interesse
no estudo e na prática da Doutrina que vale em nossa peregrinação por sublime
empréstimo de Deus.


Não se esqueçam de que se é grande a significação de nossa fé, enquanto
viajamos no mundo, a importância dela é muito mais ampla depois de perdermos a
veste fisiológica.


Em outra oportunidade, tornaremos ao intercâmbio. Nossos assuntos são
fascinantes e, em outro ensejo, nossa amizade voltará.
Jesus nos ilumine e abençoe.


Efigênio S. Vítor

Instruções Psicofônicas – 31 – Arnaldo Rocha  – Francisco C Xavier


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