Publicado por: . | 17 novembro, 2021

FORMAS DE DOMÍNIO – EVANGELHO DA MANHÃ

GÊNESE NO LAR

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😘Tópico: GÊNESE NO LAR n°465                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

  📚 📜 – TEMA: FORMAS DE DOMÍNIO

FONTE:  O Primado do Espírito – 11 –  R Costa Romanelli

👉 Facilitador: Carlos Alberto Braga Costa

👁️                                                                 

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Do livro “O Primado do Espírito”
III – Temas Filosóficos
Capítulo 11 – Formas de domínio
Escrito por Rubens Romanelli

. No convívio dos homens cada qual se distingue pela espécie de força com que exerce seu domínio sobre os demais. O Guerreiro domina pela força das Armas; o sábio pela força do pensamento; o Santo pela força do amor.

. Muitíssimos são os que dominam; raríssimos, porém os que possuem o dom do dominar sem, ao mesmo tempo, serem dominados.
O Guerreiro pode, sozinho, enfrentar hostes mais ferozes e serem incluídos na galeria dos heróis; todavia pode sucumbir fatalmente à tentação do ouro.
O sábio pode transcender os vastos horizontes do conhecimento humano e ser glorificado como um gênio; no entanto, pode falir dolorosamente ao influxo das vaidades.
Somente o santo se mantém invencível na grandeza de sua humildade e na majestade de seu amor.
Poderão despojá-lo de tudo, inclusive do próprio corpo, mas ele vencerá sempre, porque seu centro de vida jaz muito distante das formas perecíveis, profundamente abismado no coração do mistério.
Na poderosa dinâmica de seu exemplo palpitam as forças do infinito. Irresistível em sua capacidade de amar e perdoar, não há treva que ele não converta em luz, nem ódio que ele não transmude em amor.

. Para fazer um guerreiro, bastam alguns meses de adestramento militar. Para fazer um sábio, basta às vezes uma existência de estudos. Mas para fazer um santo, nem sempre bastam alguns milênios de dor.

. Combate Guerreiro, pesquisa o sábio, ora Santo. Cada qual sustenta uma modalidade de luta, no nível e no setor que lhe são próprios.
Da vitória do guerreiro, resultam quase sempre destruição e morte, viuvez e orfandade, miséria e escravidão.
Da vitória do sábio, às vezes se originam humilhação e vexame, suspeição e descrédito. Mas da vitória do Santo, só pode provir o bem.

. Os homens sempre digladiaram no plano dos interesses econômicos; sempre divergiram no campo das ideias e dos conceitos; nunca, porém se desavieram no terreno do amor, porque o amor ou harmoniza, ou não é amor.

. Os romanos, aguerridos, impuseram-se pela força das Armas. Graças aos seus os petrechos bélicos e ao preparo de suas milícias, puderam recuar para bem longe os confins de seu império. Venceram em todas as frentes, venceram, mas não convenceram.
Se a violência pode subjugar o corpo, jamais, no entanto, poderá subjugar o espírito, que permanecerá livre em seu reino. Pela força das armas, os romanos submeteram os gregos, mas pela força do pensamento, os gregos submeteram os romanos. De tal forma estes absorveram a cultura daqueles, que, de vencedores, se tornaram vencidos. Rápido, fugaz foi o domínio de Roma, porque foi domínio exterior, domínio de forma. O domínio de Atenas, porém, estendeu-se até nossos dias, porque foi domínio interior, domínio de substância. Assim a força pacífica do pensamento superou a força de belicosa das armas.

. Não basta, porém, que a força das Armas seja subordinada pela força do pensamento. Se esta não se acha isenta das contaminações do orgulho e do egoísmo, pode converter-se também no instrumento de ruína e perdição, de tirania e crueldade. Faz-se, pois, mister que intervenha a força do amor, e por sua vez, subordine a força do pensamento.

. No âmbito da evolução social, o primado da força física deve, pois, ceder ao primado da força mental e este, ao primado da força moral, fundamento eterno de todas as instituições humanas. Carece, portanto, de estabilidade toda forma de domínio que não se inspire precipuamente no amor. Eis porque passou a supremacia de Alexandre, de César e de Napoleão, ideais da força das Armas. Eis porque também passou o domínio de Aristóteles, de Kant e de Comte, expressões da força do pensamento. Só não passou, nem passará jamais o reinado de Cristo, porque Cristo personifica a força do amor e o amor é a força que rege os impulsos da evolução em todos os planos da criação.


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