Publicado por: . | 18 outubro, 2017

O amanhã – Mensagem psicografada na FEEAK

Hoje, eu vejo o amanhã!

Eu acredito na luz que ilumina sem abrilhantar.

Eu acredito nos passos que caminham, sem avançar os sinais de alerta.

Eu acredito na simplicidade que não se transforma em submissão dispersiva.

Eu acredito na bondade que não almeja o palco do sobressalto. 

Hoje, eu vejo o amanhã!

Eu acredito na transformação que não logra para si o merecimento desmedido.

Eu acredito na verdade que abre caminhos sem assentar o conhecimento em almofadas de desdém.

Eu acredito nos olhos que veem o que o sentido mostra sem se perder na vaidade que cega.

Eu acredito na ordem e no progresso sem desrespeitar as leis divinas e sem subjulgar os homens infortunados.

Hoje, eu vejo o amanhã!

Eu vejo o caminho de misericórdia a fim de ocupar a mente com propostas de soerguimento e plenitude.

Eu acredito no amor que abranda o coração dos furiosos e suaviza, através da paz e do merecimento, a trilha evolutiva de todos os filhos do Pai.

Escolho permanecer nesse caminho de provas e aprendizados para que a luz dos passos do Senhor alcance a todos os necessitados, agora e sempre!

Louvado seja!

Ave, Ave, Ave!

Mensagem psicografada em Reunião de Intercâmbio e Enfermagem Espiritual – FEEAK Minas 16/10/2017

Publicado por: . | 15 outubro, 2017

O Poder das Trevas – Psicografia de Chico Xavier

Publicado por: . | 11 outubro, 2017

A Reencarnação de Grandes Vultos – Allan Kardec

Muito se especula no Movimento Espírita sobre o possível retorno de personalidades famosas, para dar continuidade aos feitos realizados em suas jornadas terrenas.

Levantam-se hipóteses quanto a reencarnação de Allan Kardec, de Emmanuel e de outros Espíritos importantes, associando-os a diversas personalidades que também deixaram legados, ou ainda, espalham-se previsões sobre possíveis “missões” a serem desempenhadas no solo espetaculoso das fantasias mitológicas e salvacionistas.

Allan Kardec, O Preclaro Codificador da Doutrina Espírita, quando questionado sobre a “possível volta do Messias”  tratou do assunto na Revista Espírita de Março-1868, com sua pedagogia superior, apresentando o verdadeiro sentido do Messianato e a Regeneração da Humanidade.

Estudemos o texto, à luz da fé raciocinada, buscando acima de tudo combater a ignorância que insiste em obstar o progresso interior.

Ave, Cristo!

Carlos Alberto Braga Costa

***

Comentários Sobre os Messias do Espiritismo
(Ver o número de fevereiro de 1868) 

Tendo-nos sido dirigidas várias perguntas a respeito das comunicações sobre os messias, publicadas no último número da
Revista, julgamos dever completá-las por alguns desenvolvimentos, que farão compreender melhor o seu sentido e o seu alcance.
1 – Como a primeira dessas comunicações recomendasse guardar segredo até nova ordem, embora a mesma coisa fosse ensinada em diferentes regiões, se não quanto à forma e as circunstâncias de detalhes, ao menos pelo fundo da idéia, perguntaram-nos se os Espíritos, num consentimento geral, tinham reconhecido a urgência desta publicação, o que teria uma significação de certa gravidade.
A opinião da maioria dos Espíritos é um poderoso controle para o valor dos princípios da Doutrina, mas não exclui o do julgamento e da razão, cujo uso sério todos os Espíritos recomendam. Quando o ensino se generaliza espontaneamente  sobre uma questão, num determinado sentido, é indício certo de que essa questão chegou ao seu tempo; mas a oportunidade, no
caso de que se trata, não é uma questão de princípio e julgamos não dever esperar o conselho da maioria para esta publicação, já que a sua utilidade nos estava demonstrada. Seria puerilidade crer que, fazendo abnegação de nossa iniciativa, não obedecêssemos, como instrumento passivo, senão a um pensamento que se nos impunha.
A idéia da vinda de um ou de vários messias era mais ou menos geral, mas encarada sob pontos de vista mais ou menos
errôneos, por força das circunstâncias de detalhes, contidos em certas comunicações, e de uma assimilação demasiado literal, por parte de alguns, com as palavras do Evangelho sobre o mesmo assunto. Esses erros podiam ter inconvenientes materiais, cujos sintomas já se faziam sentir; importava, pois, não deixar que se propagassem. Eis por que julgamos útil dar a conhecer o
verdadeiro sentido no qual essa previsão era entendida pela maioria dos Espíritos, retificando, assim, pelo ensinamento geral, o que o ensino isolado podia ter de parcialmente defeituoso.
2 – Disseram que os messias do Espiritismo, vindo após a sua constituição, apenas secundário seria o seu papel, e se
perguntaram se este era bem o caráter dos messias. Aquele que Deus encarrega de uma missão pode vir utilmente quando o objeto de sua missão está realizado? Não seria como se o Cristo tivesse vindo depois do estabelecimento do Cristianismo, ou como se o arquiteto encarregado da construção de uma casa chegasse quando esta estivesse construída?
A revelação espírita deveria realizar-se em condições diferentes de suas irmãs mais velhas, porque as condições da
Humanidade não são as mesmas. Sem voltar ao que foi dito a respeito dos caracteres desta revelação, lembramos que em vez de
ser individual, ela devia ser coletiva e, ao mesmo tempo, produto do ensino dos Espíritos e do trabalho inteligente do homem; não devia ser localizada, mas fincar raízes simultaneamente em todos os pontos do globo. Esse trabalho se realiza sob a direção dos grandes Espíritos, que receberam missão de presidir à regeneração da Humanidade. Se não cooperam na obra como encarnados, nem por isso deixam de dirigir os trabalhos como Espíritos, como disso temos as provas. Seu papel de messias, portanto, não se apagou, pois que o realizam antes de sua encarnação e não é senão maior.  Leia Mais…

Publicado por: . | 8 outubro, 2017

A Razão da Dor – psicografia de Chico Xavier

Publicado por: . | 6 outubro, 2017

Em plena era nova – Eurípedes Barsanulfo

                                                     Em plena era nova
Cap. XVIII – Item 9 ( ESE)
Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíam na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.
Nenhuma lembrança útil.
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
Nenhum ato que lhes recorde atitudes com padrões de fé. 
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
Nenhuma idéia que vencesse a barreira da mediocridade.
Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.
A terra conservou-lhes, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem
querer, no adubo às ervas bravas.
Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.
Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.
O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para frente,
rumo aos Cimos da Perfectibilidade.  A Humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de
triunfos, nos conclama ao trabalho.
O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável.
Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.
Irmãos, sede vencedores da rotina escravizante.
Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.
O espírito deve ser conhecido por suas obras.
É necessário viver e servir.
É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!
Eurípedes Barsanulfo

Médium Waldo Vieira – O Espírito da Verdade – FEB

Publicado por: . | 4 outubro, 2017

Allan Kardec e o Espírito Precursor

MINHA MISSÃO

Pela sua firmeza e perseverança, o vosso Presidente desmanchou os projetos dos que procuravam destruir-lhe o crédito e arruinar a Sociedade, na esperança de desfecharem na Doutrina um golpe fatal. Honra lhe seja! Fique ele certo de que estamos ao seu lado e que os Espíritos de sabedoria se sentirão felizes por poderem assisti-lo em sua missão.

Quantos desejariam desempenhar a sombra dessa missão, para receberem a sombra dos benefícios que decorrem dela!  

Ela, porém, é perigosa e, para cumpri-la, são necessárias uma fé e uma vontade inabaláveis, assim como abnegação e coragem para afrontar as injúrias, os sarcasmos, as decepções e não se alterar com a lama que a inveja e a calúnia atirem. Nessa posição, o menos que pode acontecer a quem a ocupa é ser tratado de louco e de charlatão. Deixai que falem, deixai que pensem livremente: tudo, exceto a felicidade eterna, dura pouco. Tudo vos será levado em conta e ficai sabendo que, para ser-se feliz, é preciso que se haja contribuído para a felicidade dos pobres seres de que Deus povoou a vossa terra.

Permaneça, pois, tranqüila e serena a vossa consciência: é o precursor da felicidade celeste.

Obras Póstumas – Minha Missão

 

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Mensagem publicada por Allan Kardec

Mas que importa, meus amigos! vós, que fostes tocados pela graça nova, sabeis quanto esses males passageiros são curáveis pelos que têm fé. Esperai, pois, com confiança, a vinda daquele que já resgatou a Humanidade. A hora se aproxima; o Espírito precursor já está encarnado. Logo veremos o desenvolvimento completo desta doutrina, que tomou por divisa: “Fora da caridade não há salvação.”

Erasto – Médium: Sr. d’Ambel – Revista Espírita – Abril 1862

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O MAIOR PROFETA

“Ipse ET Elias qui venturus est.  ( Mt. 11 :14)

O maior Profeta precede a maior Enviado ; aquele é a Voz, este a Ação; um clama, exorta, previne; outro aplaina vales, arrasa montes, derriba árvores, e, em sua passagem pela Terra, deixa um Caminho firme, vasto, imenso, luminoso, que se eleva à morada eterna do Pai!

João batiza com água os arrependidos, para apagar neles as nódoas dos eleitos; Jesus, com fogo, destrói e calcina as doutrinas humanas que lhes obscurecem as almas; se aquele limpa, o outro alveja, para que o Espírito de Deus reflita neles o “amor de Deus e do próximo, que resume a Lei e os Profetas”.

João representa os Profetas: é o maior dos profetas, dos nascidos de mulher; Jesus é a Graça e a Verdade, que recebeu no Tabor os testemunhos da Lei, pelo Espírito de Moisés, e da Professia, pelo Espírito de Elias; o nosso Mestre é o maior dos enviados: a VOZ O ACLAMOU, quando disse: “ESTE É O MEU FILHO DILETO – OUVI-O.”

Todos as VOZES do Pai Celeste deram testemunho do Nazareno; a Lei, a Profecia, a Graça e a Verdade; de fato, Ele é o Filho Unigênito de Deus em sabedoria e Amor.

João é o maior expoente na Profecia, porque profetizou a vinda e a missão do Maior dos Enviados. O Espírito do Cristo é maior do que tudo e do que todos porque ele foi e é o expoente do Verbo de Deus: Et verbum caro factum est ET habitavit in nobis: “o verbo se fez carne e habitou entre nós.”

Na Antiga Dispensação, Elias é o mais poderoso dos Profetas; na Nova Dispensação, João Batista é o maior; na Novíssima, Allan Kardec é o elevado bom senso, a sublimação da Profecia em seu mais elevado surto: ET si vultis recipere, ipse est Elias, quiventures est! “E se quereis dar crédito, é estes o Elias que havia de vir.”

Elias é o poderoso dominador as ÁGUAS; de frontes para o alto fez parar as chuvas por três anos e seis meses; ergue um holocausto a seu Deus, o fogo o consome, o céu cobre-se de espessas nuvens e as chuvas caem em jorros para fertilizar a Terra! Nas margens do Jordão, sua paragem predileta, a um sinal de sua capa as águas se abre e ele passa a pé enxuto.

Elias é o Profeta das águas; João avoluma as águas do Jordão com a multidão que ouve a sua Voz; Allan Kardec faz manar do coração, dos rins e do ventre dos que buscam a Jesus Cristo, rios de água viva, desvendando os arcanos do Espírito da Profecia; mas quem batiza com o Espírito do Pai é Aquele que É sobre todos!

Elias apelou para as águas e para o fogo; João para a água e para o sofrimento; Allan Kardec para o sentimento e para a razão, mas os três são um mesmo Espírito. Um fere e castigas, outro corrige e ensina, o último vivifica e salva!

(Parábolas e Ensinos de Jesus. Caibar Schutel – Ed. O Clarim. Matão SP 13ª Ed.)

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Texto do Espírito Humberto de Campos – Médium Francisco Cândido Xavier

O GRANDE MISSIONÁRIO

Como as demais criaturas terrenas, o grande missionário de Lião, que se chamou Hippolyte Rivail, ou Allan Kardec, foi também catalogado, em 3 de outubro de 1804, nas estatísticas humanas, retomando um organismo de carne para cumprimento de sua maravilhosa tarefa.

Cento e trinta e dois anos são passados sobre o acontecimento e o apóstolo francês é lembrado, carinhosamente, na memória dos homens.

Professor dedicado ao seu grandioso ideal de edificar as almas, discípulos eminente de Pestalozzi, Allan Kardec trazia, desde o início de sua mocidade, a paixão pelas utilidades das coisas do espírito.

Suas obras didáticas estão cheias de amor a esse apostolado. Até depois dos 50 anos, sua palavra confortadora e sábia dirigiu-se às escolas, seus fosfatos foram consumidos nos mais nobres labores do intelecto, em favor da formação da juventude; suas mãos de benfeitor edificaram o espírito da infância e da mocidade de sua pátria. Sua vida de homem está repleta de grandes renúncias e sublimes dedicações. Nunca os insultos e as ações dos traidores lhe entibiaram o ânimo de soldado do bem. Os espinhos das estradas do mundo não lhe trucidaram o coração temperado no aço da energia espiritual e no ouro das convicções sadias que lhe povoaram toda a existência.

Recordando a beleza perfeita dos planos intangíveis, que vinha de deixar para cumprir na Terra a mais elevada das obrigações de um missionário, sob as vistas amoráveis de Jesus. Allan Kardec fez da sua vida um edifício de exemplos enobrecedores, esperando sempre a ordem do Mestre Divino para que as suas mãos intrépidas tomassem a charrua das ações construtoras e edificantes.

Só depois dos 50 anos sua personalidade adquiriu a precisa preponderância e sua atividade, o desdobramento necessário, prestigiando-se a sua tarefa na codificação do Espiritismo, que vinha trazer à Humanidade uma nova luz para a solução do amargo problema do destino e da dor. Ninguém como ele compreendeu tanto a necessidade da intervenção das forças celestes para que as conquistas do pensamento humano, sintetizadas no surto das civilizações, não se perdessem na noite dos materialismos dissolventes. Ele sentiu, refletindo as poderosas vibrações do Alto, que os seus contemporâneos preparavam a extinção de toda a crença e de toda a esperança que deveriam fortalecer o espírito humano, nas dolorosas transições do século XX. As especulações filosóficas e científicas de Comte, Virchow, Buchner e Moleschot, aliadas ao sibaritismo dos religiosos, teriam eliminado fatalmente a fé da Humanidade no seu glorioso porvir espiritual, em todos os setores da civilização do Ocidente, se o missionário de Lião não viesse trazer aos homens a cooperação da sua renúncia e dos seus abençoados sacrifícios.

Quando Jesus desceu um dia à Terra para oferecer às criaturas a dádiva da sua vida e do seu amor, seus passos foram precedidos pelos de João Batista, que aceitara a dolorosa tarefa de precursor, experimentando todos os martírios no deserto. O Consolador prometido à Terra pelo coração misericordioso do Divino Mestre, e que é o Espiritismo, teve o sacrifício de Allan Kardec – o precursor da sua gloriosa disseminação no peito atormentado das criaturas humanas. Se retiro não foi a terra brava e estéril da Judéia, mas o deserto de sentimentos das cidades tumultuosas; no burburinho das atividades dos homens, no turbilhão das suas lutas, ele experimentou na alma, muitas vezes, o fel do apodo e do insulto dos malevolentes e dos ingratos. Mas, sua obra aí ficou como o roteiro maravilhoso do país abençoado da redenção. Espírito eminentes foram ao mapa de suas atividades para conhecerem melhor o caminho. Flammarion se embriaga de perfume ignorado dessas terras misteriosas do novo conhecimento, descobertas pela sua operosidade de instrumento do Senhor, e apresenta ao mundo as suas novas teorias cosmológicas, enchendo a fria matemática astronômica de singular beleza e sua poesia. Sua obra – “Lês Forces Naturelles” é um caminho aberto às indagações científicas que teriam mais tarde, com Richet, amplos desenvolvimentos. Gabriel Delanne e Léon Denis se inflamam de entusiasmo diante das obras do mestre e ensaiam a filosofia espiritualista, inaugurando uma nova época para o pensamento religioso, alargando as perspectivas infinitas da ciência universal.

E, desde os meados do século que passou, a figura de Kardec se eleva cada vez mais no conceito dos homens. O interesse do mundo pela sua obra pode ser conhecido pelo número de edições de seus livros, e, na hora que passa, cheia de nuvens nos horizontes da Terra e de amargas apreensões no seio de suas criaturas, nenhuma homenagem há, mais justa e mais merecida, do que essa que se prepara em todos os recantos onde a consoladora doutrina do Espiritismo plantou a sua bandeira, como preito de admiração ao ilustre e benemérito codificador.

O Brasil evangélico deve orgulhar-se das comemorações que levará a efeito, lembrando a personalidade inconfundível do grande missionário francês, porque a obra mais sublime de Allan Kardec foi a reedição da esperança de todos os infortunados e de todos os infelizes do mundo, no amor de Jesus-Cristo.

Conta-se que logo após a sua desencarnação, quando o corpo ainda não havia baixado ao Père-Lachaise(1)  para descansar à sombra do dólmen dos seus valorosos antepassados, uma multidão de Espíritos veio saudar o mestre no limiar do sepulcro. Eram antigos homens do povo, seres infelizes que ele havia consolado e redimido com as suas ações prestigiosas, e, quando se entregavam às mais santas expansões afetivas, uma lâmpada maravilhosa caiu do céu sobre a grande assembléia dos humildes, iluminando-a com uma luz que, por sua vez, era formada de expressões do seu “Evangelho segundo o Espiritismo”, ao mesmo tempo que uma voz poderosa e suave dizia do Infinito:

– “Kardec, regozija-te com a tua obra! A luz que acendeste com os teus sacrifícios na estrada escura das descrenças humanas vem felicitar-te nos pórticos misteriosos da Imortalidade… O mel suave da esperança e da fé que derramastes nos corações sofredores da Terra, reconduzindo-os para a confiança na minha misericórdia, hoje se entorna em tua própria alma, fortificando-te para a claridade  maravilhosa do futuro. No Céu estão guardados todos os prantos que chorastes e todos os sacrifícios que empreendestes… Alegra-te no Senhor, pois teus labores não ficaram perdidos. Tua palavra será uma bênção para os infelizes e desafortunados do mundo, e ao influxo de tuas obras a Terra conhecerá o Evangelho no seu novo dia!…”

Acrescenta-se, então, que grandes legiões de Espíritos eleitos entoaram na Imensidade um hino de hosanas ao homem que organizara as primícias do Consolador para o planeta terreno e que, escoltado pelas multidões de seres agradecidos e felizes, foi o mestre, em demanda das esferas luminosas, receber a nova palavra de Jesus.

*

Kardec! Eu não te conheci e nem te poderia entender na minha condição de homem perverso da Terra, mas recebe, no dia em que o mundo lembra, comovido, a tua presença entre os homens, o preito da minha amizade e da minha admiração.

  • – Pequeno engano do cronista, pois que o corpo foi sepultado primeiramente no Cemitério de Montmartre. A trasladação dos despojos para o dólmen do Père-Lachaise fez-se um ano depois. (Nota da Editora – FEB)

(Crônicas de Além-Túmulo – Humberto de Campos. Psicografia de F.C.Xavier. 1937 FEB – Rio, RJ – Brasil)

 

Publicado por: . | 4 outubro, 2017

Allan Kardec – Há mais de um século

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio…
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.  
A pressão aumentava…
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:
“Sr. Allan kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade…
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio.
“Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia.
Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente…
E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso.
“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito”. A. Laurent.
Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.
Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: – “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro…
Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas…
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos…
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima…

Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 52. Página 125.

Publicado por: . | 30 setembro, 2017

O Argumento Justo – psicografia de Chico Xavier

Publicado por: . | 30 setembro, 2017

Espírito Apocalíptico – Estudo (82) Apocalipse

Estudo Apocalipse 4:5 com Carlos Alberto e Júlio César, na FEEAK Minas em 30/09/2017

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Publicado por: . | 27 setembro, 2017

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES – Caibar Schutel

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES

 

No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegar-lhe o espírito em discórdia.

“Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos, decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas, e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio.”

E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que tudo, no campo da sequencia da natureza, é solidariedade e cooperação.

Se os braços desaparecem, os pés se fazem mais ágeis; em sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a visão surge apagada, o tato mais amplamente se desenvolve; se o baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de modo a satisfazer as necessidades do sangue.

Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium possui tarefa específica.

Esse esclarece…

Aquele consola…

Outro pensa feridas…

Aquele outro anula perturbações…

Esse incorpora sofredores angustiados…

Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande beneficência…

Outro recebe a palavra construtiva…

Aquele outro se incumbe da mensagem santificante…

Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora, a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio abençoa.

Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto a cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.

E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus Cristo – o Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina essência da sua lição divina: – ”A cada qual por suas obras”

Pelo Espírito Cairbar Schutel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 11. Página 36.

Publicado por: . | 22 setembro, 2017

Na hora da assistência – Emmanuel

 NA HORA DA ASSISTÊNCIA

“Mas quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, coxos e cegos.” Jesus – Lucas, 14:13.
“Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes.” Cap. 13,9.
“O Evangelho segundo o Espiritismo”,  Allan Kardec 

Nas obras de assistência aos irmãos que nos felicitam com as oportunidades do serviço fraterno, em nome do Senhor, vale salientar a autoridade amorosa do Cristo que no-los recomendou.
Ao recebê-los à porta, intentemos ofertar-lhes algumas frases de conforto e bom ânimo, sem ferir-lhes o coração, ainda mesmo quando não lhes possamos ser úteis.
Visitando-lhes o lar, diligenciemos respirar-lhes o ambiente doméstico, afetuosamente, reconhecendo-nos, na intimidade da própria família, que nos merece respeito natural e cooperação espontânea, sem traços de censura.
Em lhes servindo à mesa, fujamos de reprovar-lhes os modos ou expressões, diferentes dos nossos, calando apontamentos desprimorosos e manifestações de azedume, o que lhes agravaria a subalternidade e a desventura.
Socorrendo-lhes o corpo enfermo ou dolorido, reflitamos nos seres que nos são particularmente amados e imaginemos a gratidão de que seríamos possuídos, diante daqueles que os amparassem nos constrangimentos orgânicos.
Se aceitamos a incumbência de provê-los nas filas organizadas para a distribuição de favores diminutos, preservemos o regulamento estabelecido, com lhaneza e bondade, sem fomentar impaciência ou tumulto; e, se alguns deles, depois de atendidos, voltarem a nova solicitação, recordemos os filhos queridos, quando nos pedem repetição do prato, e procuremos satisfazê-los, dentro das possibilidades em mão, sem desmerecê-los com qualquer reprimenda.
Na ocasião em que estivermos reunidos, em equipes de trabalho, a fim de supri-los, estejamos de bom-humor, resguardando a disciplina sem intolerância e cultivando a generosidade sem relaxamento, na convicção de que, usando a gentileza, no veiculo da ordem, é sempre possível situar os tarefeiros do bem, no lugar próprio, sem desaproveitar-lhes o concurso valioso.
Nós que sabemos acatar com apreço e solicitude a todos os representantes dos poderes transitórios do mundo e que treinamos boas maneiras para comportamento digno nos salões aristocráticos da Terra, saibamos também ser afáveis e amigos, junto dos nossos companheiros em dificuldades maiores.
Eles não são apenas nossos irmãos.
São convidados de Cristo, em nossa casa, pelos quais encontramos ensejo de demonstrar carinho e consideração para com Ele, o Divino Mestre, – em pequeninos gestos de amor.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro da Esperança. Lição nº 36. Página 111.

Palestra proferida por Carlos Alberto, em torno da Lei de Progresso, na sede da FEEAK em 19/09/2017

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Publicado por: . | 17 setembro, 2017

O Filho Ocioso – psicografia de Chico Xavier

Publicado por: . | 12 setembro, 2017

A confusão passa como furacão – Allan Kardec

9. Sim, decerto, a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas, são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. 
A Humanidade terrestre, tendo chegado a um desses períodos de crescimento, está em cheio, há quase um século, no trabalho da sua transformação, pelo que a vemos agitar-se de todos os lados, presa de uma espécie de febre e como que impelida por invisível força. Assim continuará, até que se haja outra vez estabilizado em novas bases.
Quem a observar, então, achá-la-á muito mudada em seus costumes, em seu caráter, nas suas leis, em suas crenças, numa palavra: em todo o seu estado social.
“Uma coisa que vos parecerá estranhável, mas que por isso não deixa de ser rigorosa verdade, é que o mundo dos Espíritos, mundo que vos rodeia, experimenta o contra choque de todas as comoções que abalam o mundo dos encarnados. Digo mesmo que aquele toma parte ativa nessas comoções. Nada tem isto de surpreendente, para
quem sabe que os Espíritos fazem corpo com a Humanidade; que eles saem dela e a ela têm de voltar, sendo, pois, natural se interessem pelos movimentos que se operam entre
os homens. Ficai, portanto, certos de que, quando uma revolução social se produz na Terra, abala igualmente o mundo invisível, onde todas as paixões, boas e más, se exacerbam, como entre vós. Indizível efervescência entra a reinar na coletividade dos Espíritos que ainda pertencem ao vosso mundo e que aguardam o momento de a ele volver.
“À agitação dos encarnados e desencarnados se juntam às vezes, e freqüentemente mesmo, já que tudo se conjuga em a Natureza, as perturbações dos elementos físicos.
Dá-se então, durante algum tempo, verdadeira confusão geral, mas que passa como furacão, após o qual o céu volta a estar sereno, e a Humanidade, reconstituída sobre novas bases, imbuída de novas idéias, começa a percorrer nova etapa de progresso.
“É no período que ora se inicia que o Espiritismo florescerá e dará frutos. Trabalhais, portanto, mais para o futuro, do que para o presente. Era, porém, necessário que esses trabalhos se preparassem antecipadamente, porque eles traçam as sendas da regeneração, pela unificação e racionalidade das crenças. Ditosos os que deles aproveitam desde já. Tantas penas se pouparão esses, quantos forem os proveitos que deles aufiram.”
DOUTOR BARRY.
A Gênese – Sinais dos Tempos – Capítulo XVIII. Item 9
Allan Kardec, FEB.

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